Apostila 28
A
CRIATURA
A apostila 27 quase nos deu a impressão de que a nossa viajantezinha
havia, finalmente, chegado ao término da jornada evolutiva na
Terra. Porém, foi só uma impressão, apressada.
Reportando aos antigos registros hindus, estes nos revelam que após
o quinto degrau virá a Angelitude.
E, sob inspiração dos nossos Mestres, traduzimos a figura
abaixo, na qual, além das estações já percorridas,
está também representada a próxima.
Esta
figura nos foi inspirada no dia 20 de Abril de 1985, às 14 horas.
Tanto quanto nos foi possível fixar a imagem transmitida, dado
nossa imperfeição de canalização psíquica,
quanto artística, assim a desenhamos como é vista. E a
oferecemos nesta, em sincera homenagem aos Mestres que nos inspiraram
fazê-la.
Tal qual toda imagem inspirativa, esta também tem sua significação,
que é a seguinte: A figura humana ao fundo representa o 1º
Logos, que é o criador e diretor do sistema solar. Ele se encontra
por detrás de tudo o que acontece, acompanhando, atentamente,
o andar de seus tutelados; a mão esquerda simboliza o 2º
Logos, aquele que despertou as Mônadas, o Vivificador. Por isso
vemos saindo daquela mão o foco de irradiação da
vida que, ao longo do tempo, foi se transformando ao passar pelos diversos
reinos: a mão direita representa o 3º Logos, aquele que
promoveu todo o transformismo energético, transmutando-o nas
infinitas formas de agregados químicos.
Na figura vemos que Ele apóia a longa esteira do caminho por
onde transitam as Mônadas em seus corpos de manifestação;
a estrada simboliza os Devas e os seus muitos auxiliares, nos trabalhos
de conduzir as criaturas ao longo das existências: e as figuras
sobre a estrada são as diversas fases que as Mônadas vivenciaram,
e vivenciarão, neste planeta. Os reinos mineral, vegetal, animal,
elemental, hominal e o próximo, ou o Super Humano.
Aí está, portanto, a visão cósmica, e alegórica,
desse fenomenal acontecimento: criação e evolução
de um SER, bem como de todo o aparato que o cerca por evos e evos nessa
eternidade inimaginável.
Embora possa parecer uma repetição, a figura 28A nos
fala de forma mais expressiva do que aquela outra apresentada na apostila
24. Como também demonstra a fase evolutiva seqüente, como
dissemos, a angelical, ou fase da evolução Super-Humana.
Entretanto, para nessa futura fase a Mônada chegar, um outro
transcurso terá de acontecer. Pelo fato seguinte: Conforme ficou
visto na apostila 11, figura 11E, a etapa a ser cumprida na fase Super-Humana
exige que a Mônada já possua os corpos adequados aquele
estágio. Isto é, corpos Causal, Búdhico e Átmico.
Todavia, perguntarão, ela já não os possui ? Não,
ainda não os possui, integrais, tal qual deles necessita. Na
viagem de vinda, vista nas apostilas 10 e 11, daqueles planos ela só
fixou seus respectivos aspectos determinantes: vontade, sabedoria e
atividade. Fundamentos para seus futuros veículos de manifestação
naqueles planos.
E, a exemplo do que ocorreu com os corpos Mental e Astral que ficavam
na dependência das vivências no plano Físico para
tomarem consistência e definição de forma, também
aqueles corpos superiores se prendem à mesma inter-relação.
Mas, como no transcurso da vida terrena o máximo aperfeiçoamento
alcançado foi o do corpo Mental, pertencente à nossa fase
de evolução Humana, fica a Mônada, ainda na dependência
de ajustes que a dotarão de recursos individuais apropriados
à próxima transmutação.
Além disso, passar à fase seguinte também significa
uma transposição que, por falta de termo mais adequado,
chamaremos de transposição grupal. Não confundir
com as Almas Grupais vistas anteriormente. Melhor explicando. A mudança
da fase Humana para a Super-Humana implica numa promoção
a que, coletivamente, quase toda a atual humanidade, simultaneamente,
deverá ter acesso, e não um indivíduo isoladamente.
Foi o que ligeiramente comentamos na apostila 18.
Explicando ainda melhor: quando, ciclicamente, encerrar-se o período
Humano, todas as Mônadas hoje usando os corpos que as servem nos
planos Físico, Astral e Mental, e que tenham com sucesso galgado
o quinto degrau, visto na apostila 27, passarão à fase
seguinte. Repetindo o que se disse na apostila 18: desse contingente
a ser promovido, estarão excluídos apenas os elementos
que, por sua relutância, preferiram o lado corrompido de viver.
Outra observação interessante a se referir é que
esses ciclos têm, previamente marcadas, suas datas para acontecer.
Mesmo porque, seria um desperdício, cosmicamente falando, ficar
esperando, indefinidamente, que os elementos, um-a-um, se decidissem
por suas melhorias espirituais.
Não, não é assim. Na data aprazada pelos planos
do Governo Oculto, um ciclo se encerra e novo se inicia. Os indivíduos
que, na data em questão, estiverem devidamente preparados seguirão
ao novo e superior estágio. Os demais serão transferidos
a regiões siderais cujo ambiente seja adequado à repetição
vivencial de conformidade com a atração inferior dos seus
sentidos. A Lei de Causa e Efeito assim atua em razão de que,
nas não poucas reencarnações, em todas preferiram
a vida dissoluta.
Mas já que falamos em datas, pode-se perguntar: quando encerra-se
um ciclo e inicia outro ? Dentro de nossa contagem de tempo essa é
uma data impossível de ser prevista, simplesmente porque, segundo
as mesmas escrituras hindus, cada ciclo se conta em milhões de
anos terrestres, o que, por si só, impossibilita saber quando
o atual ciclo começou para, com este referencial, se ter a data
de seu término.
Sobre esse intervalo de tempo as citadas escrituras, na valiosa interpretação
de Helena Petrovna Blavatsky, falam de algo em torno de 617.140.000
anos terrestres para cada ciclo menor. Isso mesmo, um período
de tempo inconcebível para a mente humana, mas que é uma
fracionésima para o cosmo. E este é considerado um ciclo
menor. Além dos ciclos menores existem os maiores... Diante dessas
cifras nossa pobre capacidade imaginativa fica perdida no espaço
e no tempo.
Para os estudantes mais exigentes, e que qualquer dado menos completo
já serve de suspeita quanto à veracidade, quatro indicações
podem ser dadas sobre essa questão de ciclos.
A primeira extraída do evangelho de Mateus, capítulo
24 versos 1 ao 36. Nestes, Jesus em seu sermão profético
adverte para um período de conturbação social que
prenuncia o final do atual ciclo.
Mas quando ele se dará ?, insiste o exigente estudante. Jesus
responde: "Porém daquele dia e
hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o filho, mas
unicamente meu Pai."
A segunda indicação vamos encontrar no volume III de
A Doutrina Secreta, onde, se referindo às grande mutações
cíclicas, à página 463, Helena Petrovna Blavatsky
assim se expressa: "Quando se dará
isso ? Quem Sabe ! Talvez somente os grandes Mestres de Sabedoria; e
estes permanecem tão silenciosos sobre o assunto como os nevados
picos que se erguem diante deles." E prossegue a inspirada
intérprete citando indicações que evidenciarão
o tão assustador momento. (Livro editado pela Editora Pensamento)
A terceira indicação, um tanto quanto mais elaborada,
e que para chegar à ela nos servimos ainda da monumental obra
de Helena Petrovna Blavatsky, é a que se segue abaixo.
Na
figura vemos parte do arco descrito pelo Fluxo Irresistível de
Vida, no qual viaja a Mônada. O arco está dividido em duas
etapas. Semi arco de "X" a "Y", e
de "Y" a "Z". As subdivisões
indicadas pelos algarismos 1 ao 7 correspondem aos citados
ciclos. As figurinhas humanas, em suas diferenciações,
significam os transformismos dos corpos de manifestação,
em correspondência com cada época.
Na linguagem esotérica das escrituras hindus, cada ciclo dos
representados na figura é chamado de sub-raça. A posição
em que se encontra a humanidade atual, segundo as mesmas escrituras,
é em algum ponto do ciclo 5, próximo à linha de
divisão com o ciclo 6. Para nossa exclusiva visualização,
digamos que tal ponto de tempo seja a marca "5a" indicada
no desenho.
Embora essa terceira indicação apenas informe que ciclos
sucedem ciclos, fica ainda imprecisa a data do próximo transcurso.
Ou seja, da 5ª para a 6ª sub-raça.
Todavia, uma informação bem concludente, a quarta, vamos
encontrar no livro A CAMINHO DA LUZ de autoria do espírito
Emmanuel, materializado na Terra pela psicografia de Francisco
Cândido Xavier, o que, por si só, dispensa qualquer apresentação.
O autor, à página 215 da 9ª edição,
livro esse editado pela Federação Espírita Brasileira,
se referindo aos acontecimentos precursores próximos da grande
transição, assim se expressa:
"Vive-se agora, na Terra, um crepúsculo,
ao qual sucederá profunda noite; e ao século XX compete
a missão do desfecho desses acontecimentos espantosos."
"Crepúsculo",
palavra que indica o final de um dia. No dizer de Emmanuel, é
o final de um ciclo.
"Século XX", exatamente
o século que se findou recentemente. Em conseqüência,
e em razão das evidências que os horrores dos acontecimentos
sinalizam, tudo indica que a grande transposição já
está abalando, irremediavelmente, as estruturas sociais e geológicas
do planeta.
Seqüente a essa mesma linha de informações, Ramatis,
espírito, pela psicografia de Hercílio Maes, em seu livro
MENSAGENS DO ASTRAL, editado pela Livraria Freitas Bastos, dedica
todo o capítulo I nessa análise de "Os Tempos São
Chegados". Mas não só ele. Encontramos no livro OBRAS
PÓSTUMAS, de Allan Kardec, páginas 268 a 272 da 1ª
edição da Livraria Allan Kardec Editora, sob o título
REGENERAÇÃO DA HUMANIDADE, extensa indicação
dos prenúncios desses tempos de transição cíclica.
Entretanto, embora seja um assunto apaixonante, o intuito de nosso
estudo não é o de vasculhar as premonições
temporais da humanidade, mas analisar sua origem e destinação.
Por isso, voltemos à figura acima e complementemos sua descrição.
Seguindo na descrição da figura, informamos que a fase
percorrida entre os pontos "X" e "Y",
o primeiro semi-arco, foi o período de internamento do raio de
vida da Mônada na matéria. Aquele descenso visto nas apostilas
10 e 11, com uma ressalva, porém. Nesta figura atual, fazemos
a demonstração a partir do que se poderia chamar de o
início de internamento no reino Humano, desprezando, para simplificar,
os estágios ocorridos nos reinos Mineral, Vegetal, Animal e Elemental.
E o arco total, de "X" a "Z", representa
o Grande ciclo de cada raça.
Outra citação digna de nota é que o ciclo 6 é
o ciclo Angelical a que temos nos referido. Nesse ciclo, fazendo uso
dos corpos mais nobres, da fase evolutiva super-Humana, e depois das
providências de adaptação destes, estão todos
eles em condições de funcionalmente se acoplarem aos corpos
anteriores, os da fase Humana.
Assim constituído, embora o indivíduo venha de fazer
incursões na Terra física, será, contudo, para
um contínuo processo messiânico, comum à coletividade
humana daquelas futuras eras, no trabalho de, uma vez por todas, implantar
aqui a harmonia tão sonhada.
Dada a essas circunstâncias, visualiza-se na figura que a forma
fisiológica humana, tal qual a conhecemos, só veio de
acontecer do quarto para o quinto ciclo. Daí se pode compreender
que para o acesso ao ciclo seguinte a morfologia passará por
outra transformação. E nem poderia ser de outra maneira,
pois estando mais espiritualizado, o indivíduo plasmará
um corpo mais delicado, próprio mesmo àquela fase de superioridade.
E´ a este mesmo transformismo que se refere Helena Petrovna Blavatsky
na continuação de suas interpretações dos
antigos escritos hindus, referência que está na página
463 do volume III de A Doutrina Secreta.
Mas a figura ainda nos diz que na fase 1 a Mônada começou
a deixar a "Luz", mergulhando seu raio de vida na matéria,
aparentemente se dividindo em duas partes. Desse acontecimento surgiu
a individualidade e a personalidade. A individualidade sendo o SER imortal,
ou o Espírito, e a personalidade, aquela que se mostra através
dos corpos manifestantes nos mundos de matéria.
Todavia, e apesar desse desdobramento, a figura demonstra que, a cada
novo, ciclo a Mônada se torna mais resplandecente. Vai evoluindo,
bem como seus corpos também se modificam tendendo a uma morfologia
mais complexa e esteticamente de melhor aparência. Morfologia
que se dividiu, ainda, em duas outras. Homem e Mulher, e que num futuro
desaparecerão, fundindo-se num Ser andrógino e cheio de
Luz.
Transitando por esse evoluir, a Mônada vai rasgando o tempo dos
vários estágios e chega, por fim, ao ciclo 7, o máximo
a ser atingido neste conjunto de ciclos menores citados em nosso estudo.
No próximo passo, após o ciclo 7, como nos referimos acima,
retornará à mesma "Luz", sendo um com
Ela. "Então os Justos resplandecerão."
(Mateus 13:43). Neste ponto "Z", ao ultrapassá-lo,
estará se iniciando num outro ciclo menor, de um outro conjunto
de ciclos.
Embora na figura não tenhamos expressado datas, pois, como já
dissemos, estas nos são impossíveis de conceber, proporciona-nos,
ela, uma idéia de como caminhou e caminha a Mônada nestas
plagas engendradas pelos Criadores. Apesar disso um esclarecimento adicional
se faz necessário. Conforme está inscrito na figura, os
sete ciclos representados demonstrando o aperfeiçoamento transformativo
dos corpos, são, por sua vez, apenas uma fase cíclica
menor dentro de outra fase cíclica maior. Que se insere numa
ainda maior... e assim sucessivamente.
Parece inverossímil essa afirmação ? Mas não
é. O que acontece é que "Os
limites de vossa atual consciência não vos permitem entretanto
SENTIR que sois uma roda da imensa engrenagem, uma célula eterna
e indestrutível, que concorre com seu trabalho para o FUNCIONAMENTO
DO GRANDE ORGANISMO." (Esta citação é
do livro A Grande Síntese, páginas 100 e 101, autoria
de Pietro Ubaldi, e editado pela Livraria Allan Kardec Editora) (Grifos
do original).
Pois é, estes sete ciclos nos quais nos encontramos, apesar
de sua inimaginável extensão no tempo, é apenas
um pequenino "pedaço", insignificante podemos dizer,
do Enorme Bolo Cósmico.
Foi assim que, de casca em casca, rompidas, naquelas fases das almas
Grupais, a Mônada foi descobrindo e se inserindo em atividades
mais complexas. Também agora, continuamente, haveremos de ir
rompendo as "cascas" preconceituais que tanto nos sufocam,
se quisermos avançar em direção a contextos vivenciais
ainda mais complexos, porém, harmônicos e inteiramente
conexos com o Cosmo.
"Aos Justos a Luz", disse
Jesus.
Apesar desse prenúncio, verdadeiro coroamento confortador em
sua jornada, a viagem, todavia, não terminou. Como nos dizem
as duas figuras acima, o Infinito continua Infinito. E, se na apostila
01 identificamos o Infinito como sendo a fronteira final, na verdade,
depois desta análise, cabe aqui um reparo.
Não é uma fronteira, mas um contínuo Vir-a-Ser,
conforme nos ensinam os inspiradores de A Grande Síntese, a incomum
e grandiosa obra de Pietro Ubaldi.
E muito, muito ainda haverá que passar por ciclos, até
que se possa responder, razoavelmente, àquela criança
ao nosso lado que, também na apostila 01, se referindo às
estrelas perguntava: Que habilidosos dedos colocaram, um-a-um, aqueles
pontinhos lá em cima ? Ainda não podemos respondê-la,
contudo, sabemos, agora, quem é essa criança. Somos nós
mesmos, quando, respeitosamente nos interessamos pelas coisas de nosso
Pai.
O UNIVERSO !
- - - o 0 o - - -
Aqui encerra-se esta análise na qual enfeixamos um período
cósmico de nós mesmos. O que contamos, com nossos escritos,
é que há, por detrás do que podemos ver, um Grande
Plano dirigindo a tudo e a todos. Nossa felicidade estará na
proporção de compreendê-lo e aceitá-lo. Em
suma, encontrar-se harmonizado sob o trinômio: Encarnação,
Carma e Dever !
Embora muito resumida, essa troca de informações contou
desse plano e da pouco compreendida entidade cósmica, a Criatura.
Embora, repetimos, muito resumida, desejamos que nossa descrição
abra ilimitados horizontes para aqueles que nos lerem.
Não foi outro nosso propósito. Fazê-los sair de
dentro da "casca" que os encerra para se esparramarem pelo
infinito afora. Além disso, como advertimos no início
deste nosso trabalho, apesar de nosso atrevimento em fazê-lo,
talvez nossas interpretações não viessem a corresponder
fielmente às fontes das quais originou.
Creditem, repetimos, essa falha á nossa reconhecida incapacidade
literária, ao nosso pobre vocabulário, ao nosso despreparo
gramatical e a nossas insuficiências de desenhista. Todavia, o
impulso de fazê-lo se tornava irrefreável. Por isso, mesmo
como imperfeito instrumento de interpretação, deixamos
que a pena, sob inspiração, corresse, e de seu giro, o
resultado já se encontra em suas mãos. Serão, por
isso, bem-vindas, as suas avaliações e opiniões.
De tudo, porém, muitas perguntas ainda nos ficaram e, para respondê-las
seguiremos num outro tema em busca das seguintes definições:
a) - Por que a criatura se perdeu no Dédalo da vida humana ?
b) - Perdida e arrasada, como reconstruí-la ?
O Tema para essa análise chamar-se-á Reconstrução.
Apostila escrita por
LUIZ ANTONIO BRASIL
Agosto de 1996
Revisão Outubro de 2005
Distribuição Gratuita de toda a série - Copiar
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