Desde a mais tenra adolescência carregávamos um ideal:
conhecer a origem do SER. Todavia, filho de família modesta,
não lograva recursos para atender a tão ambicioso anseio.
Mas não esmoreci. Percorrendo os mais variados caminhos de
orientação religiosa e filosófica fui colhendo
indicações. Nesse percurso, em 1974, encontrei a doutrina
estruturada por Allan Kardec. O Espiritismo. Abracei-a com afeto e,
como bons amigos, fomos seguindo estrada afora.
Em 1979 fui presenteado com a obra máxima de Pietro Ubaldi,
A Grande Síntese. Esta me acrescentou, ao anterior horizonte
estruturado por Allan Kardec, mais larga faixa de entendimento. Foi
mais um amigo que abracei afetuosamente.
Em 1981 novo salto me foi concedido. Iniciava a conhecer o grandioso
feito de Helena Petrovna Blavatsky. A Teosofia, e sua obra basilar:
A Doutrina Secreta.
Pronto, ali estava o trio que convertia em realidade os sonhos do
adolescente, o de conhecer a origem e real vivência do SER.
A alegria em ter o espírito saciado por tão fecundas
fontes entusiasmara-me ao desejo de escrever o que entrevia.
E o fiz. Audaciosamente o fiz.
Por algum tempo, é bem verdade, reteve-me o receio do ridículo
perante os companheiros de ideal que, embora cheios de boa vontade,
contudo se deixavam prender só pelas primeiras letras do alfabeto
do espiritualismo. Um pouco, digamos assim, de sectarismo. Entretanto,
a coragem se renovou quando, também em 1981, lendo o livro
Memórias de um Suicida, de autoria de Yvonne A. Pereira, e
editado pela Federação Espírita Brasileira, encontrei
nas páginas 456 e 457 a descrição de um evento
que estava se dando nos planos espirituais.
Ali se descrevia que estagiários na espiritualidade fariam
um curso com o fito de conhecerem das ciências do oculto, isto
é, daquilo que não é popularmente conhecido,
principalmente nas religiões ocidentais. A autora do livro
denominou a tal ciência do oculto de "Doutrina Secreta".
Ao ler tal referência de imediato me reportei ao trabalho de
Helena Petrovna Blavatsky, A Doutrina Secreta. Havia, portanto, uma
similitude de propósitos nas diferentes fontes que vinham me
dessedentando. Não havia porque temer o que eu sentia por inspiração.
Era encorajar-me. A partir dali estavam derribadas todas as barreiras
que me induziam ao silêncio. Agora, era pôr em ordem didática
todos aqueles escritos e desenhos inspirativos que de tempos em tempos
me chegavam, dando-lhes uma forma seletiva.
Conclui, e aí esta o que me foi possível fazê-lo,
embora em espírito visualize muito mais. Todavia, de uma coisa
estou certo. Para estes escritos se tornarem possíveis muito
devo a Allan Kardec, Helena Petrovna Blavatsky e Pietro Ubaldi. Os
luminares que romperam de vez com a espiritualizante obscuridade em
que se engolfava a humanidade, abrindo para esta os caminhos do infinito.
Percorrê-los, fica na vontade de cada um.
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Esclarecimento
A
figura apresentada ao início destas notas, me foi inspirada
por nossos Mestres. Isso aconteceu no dia 20 de Abril de 1985, às
14 horas. Tanto quanto me foi possível traduzir a imagem transmitida,
dada minha imperfeição de canalização
psíquica, quanto artística, assim a desenhei, como ela
se mostra.
Ofereço-a,
nestas anotações, em sincera homenagem aos Mestres que
me inspiraram fazê-la.
Tal
qual toda imagem inspirativa, esta também tem sua significação,
que é a seguinte:
A
figura humana ao fundo representa o 1º Logos, que é o
criador e diretor geral do sistema Solar. Ele se encontra por detrás
e à frente de tudo o que acontece, acompanhando, atentamente,
o andar de seus tutelados;
A
mão esquerda simboliza o 2º Logos, aquele que despertou
as Mônadas. E´ o vivificador. Por isso vemos saindo daquela
mão o foco de irradiação da vida que ao longo
do tempo foi se transformando ao passar pelos diversos reinos;
A
mão direita representa o 3º Logos, aquele que promoveu
todo o transformismo energético, transmutando-o nas infinitas
formas de agregados químicos. Na figura vemos que Ele apóia
a longa esteira do caminho por onde transitam as Mônadas vestindo
seus corpos de manifestação. Esta esteira simboliza
os agregados químicos que deram origem às matérias
dos vários planos de existência;
A
estrada simboliza, também, os Devas e os seus muitos auxiliares,
nos trabalhos de conduzir as criaturas ao longo das existências;
E
as figuras sobre a estrada são as diversas fases que as Mônadas
vivenciaram e vivenciarão neste planeta. São os reinos:
mineral, vegetal, animal, elemental, hominal e o próximo, ou
o Super Humano.
Esta
é a visão cósmica, e alegórica, desse
fenomenal acontecimento: criação e evolução
de um SER, bem como de todo o aparato que o cerca por evos e evos
nessa eternidade inimaginável. Ao longo das anotações
todos entenderão os significados dos nomes acima citados.
Luiz Antonio Brasil
Poços de Caldas
Sul de Minas
Junho de 2005
Apostilas
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