Apostila 11
MEDIUNIDADE - TEORIA E PRÁTICA
2ª Parte
Duplo Etérico
Na apostila 10 demos início ao estudo mais detalhado dos intrincados
meandros da faculdade mediúnica. Após comentário
sucinto sobre o conjunto de todos os corpos que compõem a criatura
inteligente da Terra, quando demonstramos a existência de planos
de vida soberbamente elevados, passamos às descrições
de cada um deles. Falamos do corpo humano, este nosso velho amigo de
tantas batalhas, e principiamos a descrição do Duplo-Etérico.
Dada a importância e complexidade desse componente do corpo Físico,
muitos outros detalhes a seu respeito não puderam ser descritos
naquela apostila, o que, em continuação, estaremos fazendo
a seguir.
Como recapitulação, queremos lembrar que o Duplo-Etérico
é a parte sutil do corpo Físico. Embora composto de matéria
em estado de energia, pertence, contudo, ao plano Físico. Disto
concluímos, portanto, que o corpo humano é composto por
duas partes. Uma de matéria densa, que são os ossos e
os músculos, e a outra de matéria rarefeita, já
na escala das energias. Essa outra parte, em tudo, excluindo-se a consistência,
é idêntica à parte densa.
Prosseguindo de onde interrompemos queremos dizer que por ele pertencer
ao campo da matéria do plano Físico, é muito comum
ser visto por pessoas, de um modo geral, logo após a morte de
um corpo humano, pois, nessa circunstância, quando se solta deste,
ainda está bem composto. Essa aparição é
o popular assombração.
O
que se vê, porém, é o duplo-etérico do recém
desencarnado, e não o seu corpo Astral. Logo após a soltura
inicia-se nele o processo de desintegração, tal como a
decomposição do corpo humano. A figura 11A dá uma
pálida idéia desse processo de desintegração
do duplo-etérico. A desintegração total se completa
em mais ou menos três dias após a morte. Em razão
desse fato mentores espirituais orientam que a cremação
de cadáver deve ser feita
após um período maior que as costumeiras 24 horas depois
da morte. O motivo dessa recomendação se prende ao fato
de que dentro desse período de apenas 24 horas o duplo-etérico,
ainda parcialmente composto, por sua função associativa,
estará transmitindo à consciência, via corpo Astral,
as desagradáveis impressões do corpo Físico sendo
queimado.
Essas impressões causariam sofrimento ao recém desencarnado.
Uma questão meramente psicológica, é verdade, pois
depois de morto, tanto faz o corpo se desfazer numa sepultura como ser
incinerado sempre será uma decomposição. Contudo,
nós os ocidentais ainda não estamos acostumados à
modalidade de cremação de cadáveres.
No oriente, entretanto, na Índia principalmente, cremar cadáveres
é ato corriqueiro e feito em plena via pública. Tanto
é assim que a Teosofia, cujas bases se fundamentam nas filosofias
Hindus, na descrição de uma de suas mestras, Annie Besant,
em seu livro A Vida do Homem em Três Mundos, recomenda
como meio benéfico a cremação de cadáveres
para apressar a dissolução, também, do Duplo-Etérico.
Sua opinião se firma no fato de que com a dissolução
mais imediata, tão logo o corpo tenha deixado de viver, o Duplo-Etérico
não viria a servir de pasto a entidades desclassificadas que
dele se apoderariam, famintas de energias humanas.
Trata-se do seguinte: Por ser o vitalizador do corpo humano, como ficou
descrito linhas acima, o Duplo-Etérico é muito cobiçado
pelas entidades inferiorizadas. Estas, embora desencarnadas, continuam
imantadas ao plano Físico, e buscam, famélicas, os duplos-etéricos
em desintegração, seja dos humanos ou dos animais, para
aproveitar-lhes a vitalidade. Essas entidades inferiorizadas ainda não
conseguem extrair do ambiente em que vivem, plano Astral inferior, o
alimento de que necessitam. Por isso, saem à cata de cadáveres
frescos para se nutrirem de seus duplos-etéricos.
Outra modalidade que as entidades inferiorizadas usam para se nutrir
são os despojos de animais recém mortos, sejam nos matadouros
ou nos trabalhos de magia negra.
Nos trabalhos de magia negra quase sempre são empregados sacrifícios
de sangue, daí, é o momento onde infestam as entidades
inferiorizadas. Naquele momento é grande o desprendimento dos
duplos-etéricos daqueles animais, o que, para as entidades, é
um festim.
Mas a nutrição de tais entidades não fica só
no que acima descrevemos. Elas também se servem dos humanos descuidados.
Fazem
o seguinte: Imantam-se em um corpo humano ainda vivo por força
das semelhanças de desejos entre o encarnado e as tais entidades,
depois, como se estivessem usando "canudinhos de refresco",
sugam a energia do duplo-etérico daquela pessoa.
Veja a figura 11B. Quando assim acontece, a pessoa hospedeira se desvitaliza.
Seus primeiros sintomas são: apetite compulsivo, cansaço
sem razão, apatia, desânimo e anemia, que pode passar ao
quadro das leucemias. Nesse auge já se constata a existência
da terrível obsessão parasitária, ou monoideística,
onde tanto o corpo como a mente do encarnado estão totalmente
dominados pelas entidades que ali se hospedam e se nutrem.
Quanto a esses detalhes é interessante que leiam as páginas
34, 62 e 115 do livro Libertação, e página
123 do livro Nos Domínios da Mediunidade. Além
destes, se possível, leiam também no Jornal Espírita,
edição de Maio de 1991, todo o artigo da folha 12, e Folha
Espírita de Março de 1992, artigo assinado por Hernani
Guimarães Andrade, à página 4.
Assim, pois, os costumeiros estados de embriagues, uso excessivo do
fumo e de drogas alucinógenas, levam o viciado ao contato continuado
com essas entidades, pois elas se servem desses infelizes e descuidados
humanos, fazendo deles seus instrumentos de ligação com
aquelas sensações viciosas. Jamais, aqueles humanos, estarão
fumando ou se embriagando sozinhos.
Pessoas dotadas da faculdade de clarividência descrevem cenas
desagradáveis que são vistas nos locais pouco recomendáveis.
Essas cenas mostram a imantação das entidades grosseiras
ligadas aos seus hospedeiros, e em atitudes de grandes algazarras. Seus
hospedeiros não suspeitam que estão sendo os veículos
para que elas, as entidades grosseiras, desfrutem daquele ambiente físico.
Outra situação que merece ser esclarecida ao estudante
de mediunidade é quanto ao envolvimento com multidões.
Em toda e qualquer aglomeração humana se torna propício
o desprendimento de magnetismo físico repugnante. Principalmente
onde haja algazarras, badernas e atos atentatórios. Situação
bastante prejudicial para aqueles que, com a prática mediúnica,
vão desenvolvendo a sensibilidade, pois tornam-se centros de
absorção daquelas emanações repugnantes.
Por outro lado forma-se, também, em tais ambientes, contra o
doador espontâneo de energia, que é o médium, uma
sucção contínua de suas forças. Essa sucção
é efetuada de forma inconsciente por pessoas energeticamente
descompensadas, comuns em toda aglomeração. Isso causa
cansaço excessivo ao sensitivo, além de irritação.
Além disso, está sujeito a levar consigo alguma entidade
que influenciava outro e que, no contato energético, veio se
agregar a ele.
Essas duas situações que ocorrem nas aglomerações
deixam os médiuns desestabilizados. E alguns são tão
sensíveis que ao deixarem o local da aglomeração
têm em seu corpo reflexos de sintomas incômodos, que de
pronto não sabem dizer quando começou. Pensam que é
apenas um mal súbito, quando, na verdade, foi um esgotamento
de suas energias, subtraídas que foram pela multidão.
Quase sempre lhe acomete um princípio de suor frio, desmaio ou
vertigem.
Por estas e tantas outras coisas, advém a necessidade de se
cultivar hábitos de higiene mental, física e alimentar,
além do constante cuidado no controle da educação
da mediunidade.
Bibliografia:
Autor - Livro - Editora
André Luiz/Francisco C. Xavier - Entre a Terra e o Céu,
pág. 78 - Federação Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco C. Xavier - Nos Domínios da Mediunidade,
pgs.99,123, 260 - Federação Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco C. Xavier - Missionários da Luz,
capítulo 3 e pág. 323 - Federação Espírita
Brasileira
André Luiz/Francisco C. Xavier - Libertação, págs.
24, 62, 85 e 115 - Federação Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco C. Xavier - Desobsessão, capítulo
2 e pág 25 - Federação Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco C. Xavier - Evolução em dois
Mundos, págs. 107 e 129 - Federação Espírita
Brasileira
Emmanuel/Francisco C. Xavier - O Consolador, pergunta 151 - Federação
Espírita Brasileira
Hermínio Corrêa de Miranda - Diálogo com as Sombras,
pág 55 - Federação Espírita Brasileira
Hernani Guimarães Andrade - Espírito, Perispírito
e Alma, págs. 66, 70, 149, 159, 192 e cap 7 - Editora Pensamento
Waldo Vieira - Projeciologia, capítulos 90 ao 93 - Editado pelo
autor
Albert de Rochas - Exteriorização da Sensibilidade notas
"E" e "L" - Editora Cultural Espírita
Helena Petrovna Blavatsky - A Doutrina Secreta, vol. I, págs.
158, 159, 160, 161 e 282 - Editora Pensamento
Annie Besant - A Vida do Homem em Tres Mundos - Editora Pensamento
Annie Besant - O Homem e seus Corpos - Editora Pensamento
Charles W. Leadbeater - A Mônada - Editora Pensamento
Charles W. Leadbeater - O Plano Astral - Editora Pensamento
Arthur E. Powell - O Duplo Etérico - Editora Pensamento
Arthur E. Powell - O Corpo Causal e o Ego - Editora Pensamento
Lawrence Bendit e Phoebe Bendit - O Corpo Etérico do Homem -
Editora Pensamento
Elza Baker - Cartas de Um Morto Vivo - pág 108 - Livraria Allan
Kardec Editora
Apostila escrita por
LUIZ ANTONIO BRASIL
Maio de 1995
Revisão em Outubro de 2005