Apostila 18
MEDIUNIDADE - TEORIA E PRÁTICA
9ª Parte
AURA HUMANA - I
Aura, é o invólucro energético, de forma ovóide,
que envolve o indivíduo. (Ver figura ao lado) Durante muito tempo
a constatação da existência da aura, tanto a humana
como a dos demais seres orgânicos e inorgânicos, ficou restrita
às crenças religiosas e à metafísica. Na
área religiosa do catolicismo aprendemos a conhecer a aura pela
alegórica auréola de luz sobre a cabeça daqueles
denominados santos, representada em pinturas sacras. No campo filosófico
a aura sempre foi citada para justificar determinados fenômenos
de magnetismo. Todavia, a ciência manteve-se de lado, desconfiada.
Desconfiança até certo ponto compreensível e necessária,
pois é a ciência o elo de ligação entre a
fé e a razão. Assim é que só em 1911, através
do trabalho de pesquisa do dr. Walter John Kilner, médico residente
na cidade de Londres, Inglaterra, é que surgiu na esfera científica
a primeira constatação da aura.
Dr. Kilner, fazendo uso apenas de equipamentos e filtros óticos,
à base de dicianina, comprovou a existência desse atributo.
Não utilizou nenhum sensitivo, ou de algum clarividente. De suas
pesquisas, conforme relato em seu esquecido livro por título
"A Aura Humana", ele destaca que as radiações
observadas se superpunham, ao redor do corpo, em três distintas
camadas, como veremos mais à frente. Além disso, constatou
que a forma e radiação com que a aura se apresenta é
variável de pessoa para pessoa. Não só isso. Verificou,
ainda, que mesmo na mesma pessoa a aura não é estática.
Varia na forma e na cor de momento a momento. Todas essas observações
levaram o emérito pesquisador a formular um sistema que permitia
detectar algumas doenças baseando-se na forma e aparência
da aura. Infelizmente o mercantilismo dos diagnósticos médicos
fez com que tão nobre trabalho se perdesse no esquecimento dos
homens.
Apesar de muitos de seus colegas cientistas não concordarem
com os resultados de suas pesquisas, dr. Kilner não se intimidou.
Prosseguiu nos trabalhos e despertou em outros pesquisadores o mesmo
interesse.
Assim, mais próximo de nossa época temos o trabalho da
dra. Colletti Tiret, também médica, residente na cidade
de Marselha, França. Seu trabalho somou 29 anos de observações.
Depois de exaustivos testes e experimentos, convicta da existência
da aura, assim se expressou: "Dissemos
igualmente de nossa quase certeza de que um Campo Eletromagnético
é o suporte físico da nossa personalidade, do nosso ego
e da nossa alma. Esse campo transborda do corpo em radiações
coloridas, que nós chamamos de Aura. Essas cores e matizes traduzem
os estados da alma e os valores profundos de cada indivíduo."
(Livro: Auras Humanas - página 153 - Editora Pensamento)
Desta forma temos o suporte da ciência para alicerçar
esta constatação. Não obstante, continuam existindo
contestadores, principalmente depois que surgiram as fotografias Kirlian.
O método fotográfico denominado de kirliangrafia foi inventado
pelo casal russo Semyon Davidovich Kirlian e sua esposa, em 1939, utilizando
filme preto e branco.
Em 1971 os senhores dr. Hernani Guimarães Andrade e Henrique
Rodrigues, do Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas,
construíram a primeira câmara fotográfica fora da
Rússia, para fotos Kirlian a cores.
Essas
fotos apresentam a imagem de parte do corpo humano envolta por um espectro
luminoso. Os pesquisadores do método Kirlian garantem que o espectro
é a retratação da Aura. Outra corrente de pensadores,
porém, contesta, alegando que o espectro visível nas fotos
é o chamado efeito "corona". Veja figura acima.
Para aqueles que não sabem, efeito "corona" é
a radiação azulada que se forma em volta dos cabos transmissores
de energia elétrica em alta-tensão. Como o processo da
foto Kirlian utiliza uma câmara fotográfica munida de um
campo de alta magnitude elétrica, os contestadores se baseiam
nesse fato para tentar invalidar o resultado de tais fotos.
Entretanto, não têm faltado pesquisadores dando seus testemunhos
sobre a existência da Aura. Por exemplo, podemos citar o dr. Waldo
Vieira que, em seu livro PROJECIOLOGIA, capítulo 95, página
152, assim diz: "Kirliangrafias
- Muitos estudiosos tentam sufocar a realidade da aura humana, que parece
surgir nas kirliangrafias, através de várias suposições
tais como: aura eletrônica; defeitos fotográficos; domínio
de informações; efeito corona (...) No entanto, independente
disso, a aura humana permanece ostensiva e evidente, do mesmo jeito,
para quem tenha olhos de ver, ou seja, aos médiuns videntes."
(Grifos do original) Dr. Waldo Vieira é a maior autoridade mundial
no campo da prática e pesquisa em Projeção da Consciência,
ou Viagem Astral. Portanto, sua opinião é abalizada e
deve ser respeitada.
Além do renomado dr. Waldo Vieira podemos lembrar Lívio
Vinardi, argentino, que se deu aos cuidados de analisar a aura, dando
a ela o nome de campos biopsicoenergéticos.
Não bastassem esses, temos na vasta literatura espírita,
bem como na teosófica, livros que estarão citados na bibliografia,
inúmeros relatos e descrições da aura, informando
que todos os seres se encontram revestidos por esse manto energético.
Mas, como relatou dr. Walter Kilner, não se trata de um manto
inerte e sim, como não poderia deixar de ser, dinâmico,
retratando em seu dinamismo de cores e formas o estado emocional em
que o indivíduo se encontra naquele momento. Como também
confirmou dra. Tiret.
Para nós, portanto, simpatizantes da razão e da clareza
dos ensinos oriundos de Mentores Espirituais reconhecidamente sérios,
que se fazem presentes através de médiuns não menos
capazes, essas informações têm a soberba força
de definição. Logo, por tudo isso que acima expusemos,
não há porque manter dúvidas a respeito.
Desta
forma, juntando os resultados dos trabalhos dos pesquisadores acima
nomeados, com a literatura transmitida pelos Mentores Espirituais, formamos
o seguinte resumo de informações:
1 - Energia - Toda energia é radiante. Essa radiação
espalha-se de forma esferoidal, portanto,
em todas as direções. Irradiando-se em todas as direções,
atinge uma determinada e igual distância de seu núcleo
emissor. Essa radiação será débil se o núcleo
emissor estiver enfraquecido, e será luminosa se o núcleo
for vigoroso. O contorno externo dessa radiação delimita
o chamado campo. Campo da Aura, portanto, é todo o espaço/volume
contido nos limites desses extremos da radiação emitida
pelos corpos Físico, Astral e Mental. Em conjunto ou separados.
2 - Campo Eletromagnético - A Aura Humana é um
campo de forças eletromagnéticas. Tem a forma ovalada,
pois como campo magnético do corpo Físico acompanha este
em seu contorno. Possui coloração e luminosidade variadas,
das quais falaremos mais à frente.
Este
envoltório eletromagnético em torno do corpo humano, para
ser compreendido, pode ser comparado à camada atmosférica
que envolve o planeta Terra. Veja figura ao lado. Em razão dessa
semelhança a aura é também chamada de psicosfera.
3 - Características - As suas características
são: a) - Existe em todos os seres e objetos; b) - Modifica-se
instantaneamente a cada movimento do objeto ou do ser; c) - De maneira
geral, dá a aparência de ser um invólucro ornamental,
ou seja, como se a criatura, ou o objeto, estivessem engastados num
foco de luz.
4
- Vigilante - No SER humano ela ainda tem a característica
de um vigilante sempre alerta. Aliás, é exatamente a isso
que os textos da literatura espírita fazem referência.
A figura ao lado procura dar essa demonstração. Uma pessoa
sensível e atenta às reações da aura notará
de imediato que algo invisível, por exemplo, uma entidade desencarnada
ou talvez apenas um fluxo de energia, se aproximou, tocando em seu campo.
A figura, 1ª Etapa, representa um fluxo de energia tocando a aura,
que estava equilibrada. De imediato, 2ª Etapa, a aura se altera.
Essa reação se transmite aos chacras, que de pronto, via
sistema nervoso, transferem à consciência física
os sinais da nova sensação, que poderá ser agradável
ou não. Perceber essas diferenças reativas da aura é
uma circunstância que deve ser cultivada. Significa estar apurando
a sensibilidade. Significa, ainda, estar desenvolvendo um sistema defensivo.
Um sistema defensivo, pois, a todo instante, as influências do
plano Astral descarregam-se sobre os habitantes do plano Físico.
Isto é, sobre nós. Desta maneira, podemos classificar
a aura como uma porta de vigilância entre as dimensões
Física e a Mental/Astral. Comparativamente, podemos, ainda, dizer
que a aura, em termos de dimensões Mental/Astral, é como
a pele para o corpo humano. A pele é o grande sistema defensivo
a proteger o corpo humano contra invasões de bactérias,
quando não apresenta fendas, ou ferimentos. Da mesma forma a
aura. Ela proporciona defesas quando não está com rompimentos,
mal forma- ções, ou debilitada, como citado acima.
Quanto a estes aspectos de auras rompidas, mal formadas ou debilitadas,
podemos acrescentar que algumas categorias de pessoas, e alguns profissionais,
como citaremos a seguir, estão sempre mais vulneráveis
aos aspectos negativos comentados. Essas circunstâncias críticas
recaem comumente sobre: médiuns, psicólogos, médicos,
enfermeiros, pessoal geral de hospitais, pessoal de trabalhos funerários
e os agentes policiais. O trabalho de todas essas categorias é
lidar com a dor humana, o que as torna vulneráveis aos desajustes
provindos das auras daqueles com quem lidam. A absorção
desses desajustes podem culminar, se não tratados a tempo, em
processos de obsessão parasitária e depressão.
- Importante, portanto, dar atenção às mudanças
de humor que é um dos mais simples reflexos do estado da aura.
5 - Retrato da Consciência - A Aura humana é o
retrato fiel da consciência de seu dono. Reflete, sempre, a imagem
exata - nua e crua - do indivíduo, que assim pode ser visto e
identificado pelos clarividentes, pelos desencarnados e até,
em certos casos, pelos animais que tanto podem simpatizar ou se assustar
com a presença, aparentemente, inofensiva de uma pessoa.
6 - Não Dissimulação - Esta característica
da aura, de retratar com sua forma e coloração o conteúdo
real do estado de consciência de uma pessoa, não permite
que, para as entidades desencarnadas e os clarividentes, possa essa
mesma pessoa dissimular suas verdadeiras intenções. A
estorinha do lobo vestindo pele de ovelha, não resiste a uma
análise da aura. Tal qual a pessoa for, assim ela será
vista e conhecida.
7 - Integração - Por isso é fundamental
nos trabalhos assistenciais manter-se perfeita integração
entre médiuns e mentores. Os mentores, com a visão total
do plano Astral, terão diante de si, desnudada em seus verdadeiros
sentimentos, a pessoa a ser atendida. Comportando-se, esta, com atitudes
menos nobres e intentando enganar a boa fé do médium,
com aparência e conversa dissimulada, ao constatarem isso, os
mentores de pronto advertirão ao seu auxiliar encarnado. Preveni-lo-ão
quanto aos cuidados a serem tomados. Mas para esse intercâmbio
funcionar harmoniosamente, como dissemos, é preciso que o médium
conheça, entenda, respeite e se discipline numa conduta equivalente
à evolução de seus mentores. Médium vulgar
e relaxado terá por mentores, entidades de igual calibre: vulgares
e relaxados.
Bibliografia:
Autor Livro Editora
André Luiz/Francisco C. Xavier - No Mundo Maior - página
126 - Federação Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco C. Xavier - Ação e Reação
- páginas 257 e 258 - Federação Espírita
Brasileira
André Luiz/Francisco C. Xavier - Mecanismos da Mediunidade
- páginas 45 e 83 - Federação Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco C. Xavier - Evolução em
Dois Mundos - páginas 129 e 130 - Federação
Espírita Brasileira
Colletti Tiret - Auras Humanas - Editora Pensamento
Helena Petrovna Blavatsky - A Doutrina Secreta - volume II páginas
244 e 250 - Editora Pensamento
Lancellin/João Nunes Maia - Iniciação, Viagem
Astral -páginas 136, 148, 200, 202, 217, 240, 241, 243, 284
- Editora Espírita Cristã Fonte Viva
Valdo Vieira - Projeciologia - Capítulos 95 - 307 - 420
- Edição do Autor
Walter J. Kilner - A Aura Humana - Editora Pensamento
Apostila escrita por
LUIZ ANTONIO BRASIL
Maio de 1995
Revisão em Novembro 2006