Apostila 24
MEDIUNIDADE - TEORIA E PRÁTICA
15ª Parte
CHACRAS - IV
Nesta análise dos chacras que estamos fazendo desde a apostila
21, já abordamos vários tópicos que vieram de esclarecer
muitas das dúvidas e curiosidades sobre o lado psíquico
das criaturas. Continuando, nesta apostila abordaremos em especial a
temática sobre a Tela Etérica.
Para
melhor gravar as informações, re-petimos nesta a figura
ao lado, apresentada na apostila 21, que mostra o conjunto Chacra/Plexo.
Nesse conjunto, a Tela Etérica está representada na cor
azul.
Ao final da apostila 23 dissemos que a Tela Etérica pode ser
dilatada por ação conscientemente controlada, como
resultado de atitudes disciplinadas por parte daquela pessoa que assim
o desejar. Como exemplos para chegar a esse resultado citamos a disciplina
psíquica, a disciplina pessoal, o estudo e a meditação.
Entretanto, pode acontecer da Tela Etérica vir a se dilatar
independentemente da vontade da pessoa, desde que forças externas,
superiores à sua resistência, atuem sobre seu psiquismo,
ou diretamente sobre a tela.
Citando
situações que podem levar a esse desfecho podemos lembrar
que em determinados grupos espiritualistas, e mesmo em atendimentos
terapêuticos da linha reikiana, são empregados métodos
de magnetismo para provocar o que se pode chamar de abertura de canais.
Esses métodos, como a figura Fig-24A demonstra, consistem, comumente,
na aplicação de "passes", ou transfusão
de energia, carregados com alta dosagem de energia vital do operador
que, por sua vez, impregna-a com intenções de transformar
aquela pessoa em médium, ou em operador terapêutico. Vejamos
porque essa atitude é desaconselhável.
Muitas
pessoas não sabem que pelo próprio princípio das
leis da energia, que é exatamente nas extremidades do corpo,
as mãos e os pés, onde se concentram as saídas
de maior fluxo vital. Também não sabem que as energias
são moldáveis pela força do pensamento e pela qualidade
das intenções de quem as emite. Desconhecendo essa plasticidade
das energias, e por isso mesmo não levando em conta possíveis
conseqüências negativas de seu ato, o operador posiciona
suas mãos sobre a cabeça do candidato, exatamente sobre
o chacra Coronário, transferindo àquela pessoa energia
com alta dosagem de que ela se torne médium ou terapeuta. (Figura
24B)
Ora, no corpo humano, as mãos são os melhores agentes
emissores de energia, enquanto que os chacras os melhores receptores.
Desta forma, diante do que exemplificamos na figura Fig-24B e no parágrafo
anterior, obviamente que o chacra que, nessas condições,
receber maior dose de energia ficará comprometido. O motivo é
que ao fazer incidir sobre o Coronário a energia exteriorizada
pelas mãos, tendo na mesma intenções não
apropriadas, e concentrando-a num só chacra, o operador forçará
a dilatação, ou até o rompimento, da tela Etérica.
Diante disso, quase sempre, e imediatamente, a pessoa assistida entrará
em transe. Esse resultado vem do fato de a tela Etérica controlar
o fluxo no sentido Astral-Físico, e a pressão que naquele
momento recebe é em sentido inverso, isto é, Físico-Astral.
(Lembrar o comportamento de válvula, figura Fig-21C, apostila
21). A pressão, portanto, distende a tela daquele chacra, expondo
a pessoa, desse momento em diante, a toda sorte de invasões psíquicas,
pois se rompeu sua Defesa Natural, antes que ela pudesse construir
suas defesas artificiais.
A situação descrita acima é desaconselhável
pois o desenvolvimento das faculdades psíquicas deve acontecer
de maneira equilibrada, mediante aceitação consciente
do candidato e de uma prévia preparação deste,
conforme as recomendações contidas nas seguintes obras:
O Livro dos Médiuns, (Allan Kardec) capítulo 17,
com ressalvas;
O Consolador, (Emmanuel/Francisco Cândido Xavier) pergunta
384;
Segurança Mediúnica, (Miramez/João Nunes
Maia) capítulos das páginas 10 e 25;
Mediunidade, (Edgard Armond), capítulo 22.
Projeciologia, (Waldo Vieira), página 461 e capítulo
466;
Psicossíntese, (Roberto Assagioli) todo o livro;
Mecanismos da Mediunidade, (André Luiz/Francisco Cândido
Xavier) todo o livro.
Na mediunidade consciente e disciplinada a tela Etérica passa
por alterações em sua elasticidade, porém de forma
controlada. Isto é, abrindo e fechando sua malha segundo a ação
coordenada entre médium e mentor. Por isso, a eficácia
das orientações sugeridas na apostila 23, quando falamos
das quatro disciplinas. Na proporção de sua vivência,
com naturalidade, o candidato constrói sua defesa artificial.
Entretanto, lembramos, a eficácia da defesa artificial
é proporcional à disciplina, à vigilância
e ao alcance do saber. Sem esforço ela não se constrói.
Para dirimir alguma dúvida, ou possível incompreensão,
esclarecemos que o exemplo demonstrado acima não se equipara
ao trabalho de passe, ou tratamento reikiano, puramente terapêutico.
No exemplo falamos que o operador emite energia carregada com a deliberada
intenção de transformar a pessoa em médium.
Na aplicação de passe, ou nos tratamentos reikianos, o
operador atua emitindo outros propósitos, voltados, apenas, à
reintegração da pessoa no estado de harmonia orgânica
e psíquica. Em razão disso, a energia se distribui através
da aura atingindo igualmente a todos os chacras. Nestes casos, a energia
não se concentra em um só chacra, sendo esta, portanto,
a forma correta de ser feita.
Quando, por um caso específico, seja necessário trabalhar
somente um chacra, o operador experiente saberá como dosar e
utilizar a energia adequada aquele chacra, para não permitir
que ocorram danos. Esse trabalho específico se torna necessário
quando é preciso promover a limpeza do chacra, recompô-lo
nas partes afetadas e dar-lhe funcionamento harmônico. Sobre isso
falaremos mais à frente.
Voltando ao tema, enumeramos a seguir outras circunstâncias que
provocam a dilatação, ou o enrijecimento ou perda da elasticidade,
e até o rompimento definitivo da tela Etérica.
Drogas Alucinógenas - Seu uso, além do grande
mal que causa ao conjunto celular do corpo Físico, provoca o
rompimento total da tela Etérica. Sem essa defesa natural o viciado
fica exposto aos estados de delírio e alucinações.
Começa a ver, e a "viver", todo o ambiente do baixo
Astral, com todos os seus horrores, aproximando-o da demência
irreversível.
Álcool - Embora seus efeitos sejam mais brandos que os
causados pelas drogas alucinógenas, o uso continuado, além
dos danos que causa ao organismo, prende o viciado a entidades muito
inferiorizadas e vampirizadoras.. Além disso, provoca o descontrole
de todo o sistema nervoso central, levando ao estado do chamado delirium-tremens.
(Vide Duplo-Etérico, apostilas 11 e 12).
Fumo
- Seus efeitos devastadores são mais lentos de serem notados,
porém causam ao organismo e aos chacras os mesmos prejuízos
provocados pelo álcool e pelas drogas alucinógenas. Ou
seja, seu uso atrai entidades vampirizadoras que se servirão
do viciado para satisfazerem seus desejos de fumar.
Na figura ao lado fazemos essa representação, onde vemos
uma entidade vampirizando, sugando, as essências tóxicas
que evolam através dos chacras do fumante. A esse respeito, e
no tocante às bebidas alcoólicas, Annie Besant, no seu
livro O Homem e os seus Corpos, publicado pela Editora Pensamento, à
página 29, comenta sobre essa aproximação que se
forma com entidades muito repugnantes quando o indivíduo se entrega
ao vício de fumar ou ingerir bebidas alcoólicas.
Conforme a figura Fig-24C demonstra, para os casos descritos, e com
relação aos chacras, o que ocorre é que as drogas
alucinógenas, o álcool e o fumo contêm certas substâncias
químicas chamadas de alcalóides que ao se desprenderem,
volatilizam, passando do plano físico denso ao físico
no nível das energias. Isto é, ao nível do Duplo-Etérico.
Uma vez ali, através dos chacras, transferem-se ao corpo Astral,
num fluxo, como ficou dito linhas atrás, de sentido contrário
para o qual a tela Etérica não está preparada.
(Vide efeito de válvula - apostila 21).
Assim, devido à continuação do vício, a
deterioração, ou deformação, da delicada
Tela ocorrerá de duas formas, a saber:
a) As substâncias volatilizadas ao passarem pelos chacras "queimam"
a Tela, abrindo furos por onde passam, descontroladamente, toda classe
de energias carregadas de influenciações negativas. Além
destas, também penetrarão larvas astrais que podem ser
comparadas aos micróbios do plano físico. Como resultados
dessas invasões a pessoa passará a ter alucinações:
b) Não ocorrendo a "queima" da Tela, ocorrerá,
porém, o enrijecimento da malha, perdendo ela a flexibilidade
tão necessária à vivência normal da pessoa.
Neste caso o resultado será embrutecimento e nervosismo exagerados.
As duas modalidades podem ser observadas nos viciados. A primeira se
revela nos casos de obsessão intensa, levando o obsidiado aos
delírios e à loucura. A segunda modalidade é vista
naquelas pessoas cujos hábitos são grosseiros, abrutalhados
e dados ao sensualismo.
Para ambos os casos, porém, o indivíduo tende a perder
o senso de responsabilidade, senão no todo, pelo menos em parte.
Em tais casos, mesmo quando em lucidez não vacila em agredir
aqueles que lhe contrariam a vontade. Exemplos: alcoólatras que
espancam esposa e filhos. Tais violências embora às vezes
não sejam físicas, são, entretanto, por palavras
grosseiras e humilhantes, como também pelos pensamentos inconfessáveis
que emitem. Não esqueçamos que o pensamento também
agride. Tudo isso tem um outro agravante. Depois da morte do corpo físico
tais vícios levam às situações mais deploráveis.
Ocasionam uma espécie de endurecimento, ou paralisia, do corpo
Astral, exigindo para sua recuperação tanto tempo, no
mínimo, quanto foi o tempo de uso do tóxico. Isso, sem
falar que o dano causado ao corpo Astral pode ser de tal monta que,
de futuro, uma só reencarnação não bastará
para recuperá-lo.
Cores - Como informação complementar,
queremos lembrar que Luz é energia. A variação
da luz em tonalidades coloridas é a variação da
intensidade vibratória da energia. Como os chacras são
receptores de energia, conclui-se que as cores a eles influenciam. Portanto,
cada chacra, individualmente, é influenciado mais intensamente
pela seguinte cor:
Básico -- Vermelha
Esplênico -- Laranja
Gástrico -- Amarela
Cardíaco -- Verde
Laríngeo -- Azul
Frontal -- Índigo
Coronário -- Violeta
A utilização das cores será comentada nas apostilas
54, 55 e 56.
Bibliografia:
André Luiz/Francisco Cândido Xavier - Mecanismos da
Mediunidade, pág. 83 - Evolução em Dois
Mundos, páginas 26 a 29, 35, 43, 66, 69, 72, 98, 116, 133
e 274 - Ação e Reação, capítulo
19 e página 264 - Entre a Terra e o Céu, páginas
126, 127, 128, 129, 131 e 142 - Libertação, página
31 - Obreiros da Vida Eterna, páginas 204 e 210, todos
editados pela Federação Espírita Brasileira.
Jorge Andréa - Forças Sexuais da Alma - Federação
Espírita Brasileira.
Lancellin/João Nunes Maia - Iniciação, Viagem
Astral, páginas 97, 157, 159, 166, 194, 254, 260, 275, 307,
340, 374, 377 - Editora Espírita Cristã Fonte Viva.
Miramez/João Nunes Maia - Horizontes da Mente, páginas
37, 39, 70, 96 e 186 - Segurança Mediúnica, páginas
11, 12, 51, 104, 126, 141 à 144 e 147 - Editora Espírita
Cristã Fonte Viva
Manoel Philomeno de Miranda/Divaldo Pereira Franco - Loucura e Obsessão,
páginas 35 e 123 - Federação Espírita Brasileira.
Helena Petrovna Blavatsky - A Doutrina Secreta, volume II páginas
244 e 250 - Editora Pensamento.
Arthur E. Powell - O Duplo Etérico - Edit. Pensamento
Charles W. Leadbeater - Os Chacras - A Clarividência, página
6 - Editora Pensamento.
Hiroshi Motoyama - Teoria dos Chacras - Editora Pensamento.
Choa Kok Sui - Cura Prânica - Psicoterapia Prânica
- Editora Ground.
Bárbara A. Brennan - Mãos de Luz - Editora Pensamento.
Zulma Reyo - Alquimia Interior - Editora Ground.
Waldo Vieira - Projeciologia - capítulos 109, 110 e 111
- Edição do Autor.
Apostila escrita por
LUIZ ANTONIO BRASIL
Maio de 1995
Revisão em Dezembro de 2006