Capítulo 3
Androginatos
Agora já temos uma boa base para passarmos às anotações
de G.O.Mebes.
Comecemos com a inserção
do seguinte trecho do livro:
"A fusão
de dois seres humanos, encarnados, se produz no sentido interno. Externamente
eles continuam separados. Contudo, cria-se uma nova
entidade comum, que realmente existe nos planos suprafísicos.
E´ o andrógino, criado por eles".
(Grifos nossos – Página 50)
Mebes
está dizendo que, embora fisicamente separados, quando ocorre
a fusão de dois seres, essa fusão cria uma entidade comum
aos dois. Essa entidade é existente nos planos suprafísicos,
isto é, nos planos que vulgarmente são chamados de espirituais.
E´ uma entidade andrógina. Não é possuidora
só dos princípios masculinos e nem só dos femininos,
mas algo que contém os dois.
Para ilustrar apresentamos a figura
12. Nela vemos um casal vivente na Terra. Estão apaixonados,
um pelo outro. Embora os corpos permaneçam separados, entre eles
forma-se a fusão, da qual se cria no Astral a entidade andrógina.
Ela é a representação dos dois, numa espécie
de sombra, metade homem, metade mulher que, enquanto houver a união,
acompanhará os dois.
Podemos dizer, também, que essa
entidade é, no Astral, o elo que realimenta o círculo
de amor entre esses dois seres humanos.
Expliquemos: Os dois seres humanos,
com o amor que sentem um pelo outro, criaram a entidade andrógina.
A continuidade desse amor segue alimentando a existência da entidade
no Astral. Por sua vez, a existência da entidade comum aos dois,
e exclusivamente para os dois, realimenta o amor dos respectivos dois
seres humanos na Terra.
Portanto, um circuito que se auto-alimenta,
muito próprio do que se pode chamar de união entre almas
gêmeas.
Almas Gêmeas
Dentro do tema Amor, Almas Gêmeas
é outro tópico que muito chama a atenção.
Afinal, quem não quer, na vida, encontrar seu complemento ideal,
pois, acredita-se que encontrando-o desfrutar-se-á de inigualável
felicidade.
Este é o sonho máximo
de todas as criaturas, o que todas almejam.
No livro, á página 50,
obtemos o seguinte trecho:
"Como podemos encontrar a "alma
gêmea" entre a multidão humana ? E´ uma tarefa
difícil, pois é condicionada pelo carma de cada uma das
metades e, em geral, o encontro se produz somente quando foi predestinado."
O autor explica que encontrar a sua
metade dentre toda a população do planeta é tão
difícil quanto procurar agulha num palheiro. Os encontros só
se dão quando há predestinação, isto é,
quando o carma de ambas as metades comporta tal experiência.
Ainda do livro temos que:
"O esoterismo,
tanto oriental como o ocidental, ensina que a maioria dos encontros
humanos é cármica, isto é, que encontramos as almas
com as quais já possuímos laços cármicos,
positivos ou negativos, o que aumenta, consideravelmente, a possibilidade
de encontro das almas gêmeas. Quando isso acontece, essas almas
se reconhecem de imediato, pois a consciência superior, nesses
casos, penetra até as personalidades, embora os dois lados, geralmente,
considerem o encontro como um simples "caso feliz"."
(Página 50)
Realmente, os laços cármicos
aproximam os espíritos entre si, fazendo-os reencarnar em condições
de conviverem juntos. Exemplos: os filhos, amigos que correspondem às
mesmas idéias e, principalmente, os cônjuges.
No
caso dos cônjuges, ao se defrontarem pela primeira vez aqui na
Terra, suas consciências superiores, ou seja, seus corpos Causais,
sinalizam às consciências físicas, ou às
personalidades, que ali está um Ser significativo
à ela.
A figura 11, já vista no capítulo
2, mostra o SER integral. Mas o que dela nos interessa, em consonância
com a parte do texto do livro da qual estamos nos servindo, é
o Corpo Causal, situado no quinto plano. No plano Mental Superior. Ele
é a Consciência Superior citada no livro.
Para compreender como se dá essa
penetração das energias da consciência superior
na personalidade, ou seja, no corpo Físico, na figura desenhamos
setas descendentes saindo do corpo Causal, indo ao corpo Mental; deste
ao corpo Astral e, finalmente, atingindo o corpo Físico.
Essas setas representam o fluxo descendente
da consciência, numa ação como de um alarme que,
no caso do encontro de dois seres, avisa à personalidade, isto
é, à consciência em estado de vigília situada
no corpo Físico, que eles, os dois seres que acabam de se encontrar,
são mutuamente significativos.
Daí, ao toque desse alarme, vem
a lembrança subjetiva. Os dois seres sentem que de alguma forma
não identificável, existe algo de comum entre eles. Uma
simpatia instantânea se instala. Ali mesmo começam a se
gostar e, do gostar, num só pequeno passo, começam a se
amar.
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