Capítulo 4
Buscar a Alma Gêmea
Aspirar o Encontro com a Alma Gêmea
Sobre o fenômeno mnemônico da consciência, que traz
as lembranças subjetivas, ou atávicas, a insuflar simpatia
e posterior amor nas partes que se encontraram, e as possibilidades
disso vir a ser despertado, o autor assim fala:
"Um espiritualista
deve aspirar conscientemente a esse encontro, meditar
sobre ele, criar sua imagem mental, magnetizando-a com sua
vontade. Tal concentração mental pode agir como um imã
para esta ou a futura encarnação, especialmente se a outra
metade faz o mesmo." (Página 50 - Grifos nossos)
O que temos no trecho do livro acima
citado é realidade inconteste. Nosso pensamento é ação,
e a palavra concentração é a junção
de duas outras, quais sejam: concentra e ação.
Disso deriva que um pensamento repetitivo, isto é, a concentração
em uma só idéia, em mentalização da imagem
daquilo que se deseja, irá provocar uma ação no
plano Mental.
Desse plano, o fluxo comandará
a criação de um simulacro da idéia no plano Astral.
Simulacro, quer dizer, uma imagem sólida. Por estar no plano
Astral este simulacro tem todas as características de real, pois
naquele plano o pensamento tem força plasmadora.
Sendo assim, e sabendo que podemos ter
uma alma gêmea possivelmente encarnada à mesma época
na Terra, devemos aspirar encontrá-la. Afinal,
a meta de todos os seres é a busca da felicidade, e o encontro
com a alma gêmea sem dúvida trará a felicidade almejada.
Dessa forma, instrui o autor, devemos
meditar sobre esse possível encontro criando, nessa meditação,
a imagem mental dessa possibilidade.
Criada a imagem mental, diariamente
passar a magnetizá-la, como se ela fosse uma tenra plantinha
e a estivéssemos a regar com refrescante água para fortalecê-la.
A magnetização diária possui esse semelhante efeito
sobre a imagem mental. Fortifica-a. E a eficácia desse processo
será tanto maior se, por uma feliz "coincidência",
a nossa, ainda desconhecida alma gêmea, também estiver
criando sua imagem mental de mesmo objetivo e magnetizando-a todos os
dias.
Apelo à Alma Gêmea
desconhecida
No livro há, ainda, um outro
trecho relevante à nossa pesquisa. Trata-se de lançar
um apelo à alma gêmea ainda desconhecida, intentando localizá-la
no palheiro da existência. Não se esqueçam que somos
sete bilhões de seres humanos viventes, presentemente, na Terra.
(2010). Seriam seis bilhões, novecentos e noventa e nove milhões,
novecentos e noventa e nove mil, novecentos e noventa e nove rostos
a serem pesquisados.
E sair por aí perguntando: E´
você... é você... é você... minha alma
gêmea ?... se nem sabermos se ela está na Terra...?
Algo totalmente impossível de
ser efetuado, e mesmo que fosse possível, totalmente improdutivo
porque um tal comportamento levaria qualquer pessoa ao esgotamento de
suas emoções.
O Amor não se descobre braçalmente.
Ele é como uma brisa que, soprando, nos toca levemente e inspira
crescentes emoções, ao invés de esgotá-las.
Aliás, é o Amor que nos descobre.
Sobre isso diz o livro:
"Um caso
específico da aplicação de tal concentração
mental, é um apelo mágico, dirigido à alma gêmea
ainda desconhecida. O poder mágico desse apelo cria no mundo
astral uma vibração totalmente individual,
que provoca uma reação, quase sempre incompreendida, na
alma que possui a mesma vibração astral, estabelecendo
uma ligação invisível. No caso
de ser esta bastante intensa, segundo a lei, mais tarde realizar-se-á
também no plano físico." (Grifos nosso
- Página 50)
O trecho que acabamos de citar, praticamente
foi comentado acima. O que o autor do livro chama de vibração
totalmente individual, significa que, ao lançar o apelo
via mentalização, somente uma só pessoa poderá
vir a senti-lo. Se é que ela existe e está encarnada na
Terra.
Também pode ser que ela exista
mas não esteja encarnada e sim vivente no Astral. Sendo assim,
sintonizará as vibrações mas não terá
como corresponder, objetivamente, a elas.
Admitindo, entretanto, que tal ser esteja
encarnado, este, no caso, é a alma gêmea. Nenhuma outra
pessoa será sensível a essas vibrações.
A vibração da imagem mental estabelecerá com ela
uma "ligação invisível".
Este é o apelo e, em razão
dele, nas continuadas magnetizações, algum tempo depois,
tempo que poderá ser curto, ou longo, dar-se-á o tão
desejado encontro aqui no plano físico.
Outra possibilidade
Como o campo do ocultismo possui muitos
caminhos, além do que comentamos acima, existe uma outra modalidade
com a qual se possa buscar contato com a possível alma gêmea.
Para falar dela, primeiro reproduziremos
outro trecho do livro que está nos servindo de inspiração.
"O ocultismo
admite uma outra possibilidade: a de criar um androginato oculto, artificial,
com a condição, todavia, de existir uma semelhança
vibratória entre as duas almas." (Para recordar,
androginato é aquela entidade que o casal cria no mundo astral,
cujo desenho está na figura 10) "Entretanto,
nenhum mago tem o poder de criar artificialmente a união espiritual
como a que acontece entre as verdadeiras almas gêmeas. Além
disso, a criação do androginato artificial possui um lado
perigoso: O mago toma sobre si o carma da alma por ele transformada."
(Páginas 50 e 51)
Também de grande importância
é a informação acima que envolve aquela situação
em que uma pessoa, desejando outra, e não sendo por ela correspondido,
usa dos recursos da magia para atrai-la a si.
Se essa pessoa não possui conhecimentos
de magia para que possa, ela mesma, efetuar o processo de atração,
acaba recorrendo a alguém que o faça, por ela.
Seja na forma direta ou por intermédio
de um executante, se houver semelhança vibratória
entre a pessoa que deseja e a pessoa desejada, é possível
que venha de ocorrer o efeito de atração, e as duas pessoas
virem de se encontrar, simpatizarem e até se unirem.
Entretanto, jamais será igual
à união entre duas almas gêmeas verdadeiras. Além
do que, é muito provável que a união não
seja duradoura.
Sobre o que o autor do livro chama de
lado perigoso, é preciso dizer que recairá sobre quem
pediu a mágica, bem como sobre quem a fez, um carma muito pesado.
Torna-se, ou tornam-se conforme o caso, responsáveis pelos destinos
da pessoa atraída. Responderão pela infelicitação
que essa tal pessoa vivenciar em razão da atração
de que foi vítima e à qual não estava destinada.
Com as duas pessoas que se uniram sob
tal efeito mágico, como ficou citado acima, poderão ocorrer
muitas discórdias, pois elas não estavam destinadas a
ligarem suas vidas. E´ claro que se houver compreensão
e tolerância entre elas, os efeitos negativos de uma tal união
poderão ser atenuados, e até anulados. Mas isso dependerá
do esforço de cada uma.
Portanto, a tentativa de forçar
uma união através de atos mágicos é, em
todos os sentidos, desaconselhável, pois é muito remota
a possibilidade de que entre essas duas pessoas ocorra harmonia, não
compensando, por isso, os riscos de assumir o carma vivencial da pessoa
atraída.
Para ilustrar o caso podemos usar do
exemplo do que acontece à superfície calma de um lago
quando sobre ela é atirada uma pedra. A pedra, ao tocar a superfície
da água, provoca ondas artificiais que, contudo, são de
pequena duração. Passado o impulso que o choque da pedra
com a água causou, cessam as ondas e a superfície do lago
volta ao estado anterior de calmaria.
Com as pessoas que se uniram sob o poder
mágico também acontece algo semelhante. Uma onda de choque
provocou suas aproximações agitando suas vidas. Uniram-se.
Mas foi passando o efeito daquela onda de choque e cada uma, por sua
vez, reconhecendo o equívoco do que pretenderam, passam a desejar
a separação, pois concluem que não é possível
manter uma união harmoniosa.
O casal se separa, às vezes,
sob forte tensão de incompreensões e aflições,
deixando a vítima da magia marcada para sempre. Essa marca de
dores é o saldo cármico que recairá sobre quem
desejou a magia e sobre quem a fez.
Carma
Com relação ao carma cabe,
ainda, uma outra informação. O carma não é
fatalista, mas é implacável. Ou seja, ele pode ser modificado,
desde que assim as vontades sejam aplicadas no sentido de dar-lhe uma
direção equilibrada, o que quase sempre exige compreensão
da situação que se vive e renúncia aos atos de
egoísmo.
O que significa que, uma vez ele tendo
sido criado, é preciso muita habilidade para equilibrá-lo
ante os outros fatores que, verdadeiramente, estavam destinados aquele
Ser. Sem essa habilidade a pessoa ver-se-á frente à implacabilidade
dos acontecimentos, vivendo as consequências dos atos que o desencadearam.
E, convenhamos, pouquíssimas pessoas sabem lidar com essa engenharia
cósmica. O mais comum de se ver é o desencadeamento de
conflitos causados pela inabilidade das pessoas em lidar até
com suas vidas próprias, mais difícil ainda, quando se
trata de interagir com outras vidas.
O que se denota disso é que o
Amor não é para ser tomado de assalto. E´ uma doação.
Doação deve ser espontânea e não coagida.
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