Capítulo 5
Outras formas de Androginato
Como, naturalmente, muitas, e variadas, são as características
pessoais desse gigantismo populacional que infesta a Terra, correlatamente,
poderão vir a ser os atributos androgínicos. Veremos,
a seguir, alguns deles.
Tomando outro trecho do livro temos
o seguinte:
"Existe
uma outra forma de androginato oculto. Esta é natural e criada
por uma união harmoniosa entre duas pessoas de sexo oposto, como
acontece, por exemplo, num casal muito unido. Tal androginato é
criado inconscientemente por ambos os participantes e a partir dos planos
inferiores, enquanto o verdadeiro androginato se origina no plano espiritual,
no fato de pertencerem à mesma Mônada,
o que causa uma forte atração mútua de caráter
supra-racional, diferente da síntese harmoniosa das características
pessoais." (Grifo nosso - Página 51)
Na
figura a seguir, fig.13, procuramos representar a situação
descrita no trecho acima. Trata-se do seguinte: No plano Físico
situa-se o casal que, com suas emissões mentais de amor, vão
criando a entidade andrógina no plano Astral. Esta entidade,
entretanto, é de consistência volátil, se comparada
com a Verdadeira, que se forma no plano Mental Superior.
A do plano Mental Superior é formada a partir das emanações
dos corpos Causais dos dois que vivenciam a experiência no plano
Físico. Dessa entidade mais consistente, "descem" vibrações
diretamente ao casal, reproduzindo-se, assim, o circuito de influências
favoráveis àquela união. Por conseqüência,
à harmonia de suas vidas.
Este, a nosso ver, é o androginato
mais importante, pois tem sua origem no plano Mental Superior que pertence
ao estágio da evolução Super Humana, - vide figura
fig.11, no capítulo 2 – dando a entender que, quando assim
acontece, a união entre os dois integrantes é inteiramente
sólida. Realmente não só uma união de corpos
mas, também, de almas.
Temos, porém, um outro comentário
dentro do conteúdo do trecho que estamos analisando.
No trecho em questão está
contida a seguinte frase: ...no fato
de pertencerem à mesma Mônada...
Pelo que conhecemos na área do
ocultismo, nos parece que a palavra Mônada está
incorretamente empregada aqui.
Do que conhecemos, e de que não
nos eximimos que possa haver equívoco interpretativo, a palavra
mônada, aplicada ao nosso universo tridimensional, significa Semente
de Consciência. Ou seja, princípio espiritual
individualizado. Portanto, indivisível.
No capítulo 2 fizemos substancial
comentário a respeito. Sendo assim, cada ser origina-se, ou é,
uma mônada exclusiva, não havendo, portanto, possibilidade
de dois, ou mais seres, se originarem de uma mesma mônada, como
o autor do livro assim dá a entender.
Entretanto, é valida, aqui, uma
ressalva que nos diz que a temática Mônada, tanto quanto
a temática da criação dos Universos, são
questões da mais profunda metafísica que a mente humana,
em seu presente estágio, esbarra com enormes dificuldades de
compreensão. Temas estes que estão envoltos em tão
descomunal abstração que podem, em suas análises,
suscitar enganos interpretativos.
Como, também, há uma corrente
de pensamento que faz uma distinção entre Mônada
e Mônadas. Para essa corrente, Mônada se refere à
Unidade Universal, ou seja, à causa primeira da qual tudo se
derivou; e Mônadas, Unidades Manifestadas, ou as unidades derivadas
da causa primeira. Manifestadas, aqui, se traduz por Criadas. (Doutrina
Secreta vol. 1 pág. 220)
Há, também, uma outra
corrente doutrinária que expressa a subdivisão de uma
mônada primitiva em doze outras, que passam a ser denominadas
de almas. Estas 12 almas, por sua vez, se multiplicariam, cada uma,
em mais 12 outras almas. Essa progressão culminaria no total
de 144 almas, ou, personalidades que se manifestariam no plano físico.
Nas fontes consultadas não encontramos
nenhuma anotação que indique respeitáveis livros
provenientes de tempos remotos que façam citação
sobre esta última corrente doutrinária, que fala das 144
almas.
Não obstante, deixamos em aberto
a questão, à disposição de algum leitor
que, melhor informado, possa esclarecer a respeito.
Como se vê, existem algumas correntes
discordantes do que preconiza a Doutrina Secreta, no que temos sempre
nos baseado. Mas para nós, no que concerne ao planeta Terra,
Mônada, ou Unidade Universal, se refere ao Cristo
Solar, do qual todas as Mônadas neste
sistema nascidas, são derivadas de Sua essência. E´
bem provável que Mebes, usando da palavra Mônada, a tenha
empregado no sentido de uma das duas outras correntes doutrinadas mencionadas,
ou no sentido de Unidade Universal de nosso sistema planetário.
Se baseado nesta última ele assim pensou, então torna-se
correta a forma como foi expressada.
Todavia, admitindo que este não
tenha sido o pensamento de Mebes, e ainda do que conhecemos em ocultismo,
e contrapondo-nos a ele, nos parece que o correto seria empregar o termo
Alma Grupal, pois no princípio formativo dos
seres, quando ainda estão transitando pelos reinos inferiores
demandando ao reino humano, eles subsistem em grupos de mônadas,
sob o comando de inteligências superiores que os dirigem.
Como mencionamos acima, é uma
temática de altíssima abstração que, no
entanto, nosso instinto de busca não se intimida ante ela.
Vamos a outro modelo de androginato,
descrita em outro trecho do livro:
"Há
uma outra forma de androginato. Esta é formada apenas pela atração
física dos sexos. Os participantes permanecem separados em tudo
que está acima do plano físico e astral e, na maioria
dos casos são escravos da sua paixão. Tal relacionamento
é bastante diferente da verdadeira união espiritual, e
mesmo dos androginatos ocultos (artificial e natural), e poderia ser
chamado de "androginato sexual"." (Página
51.)
A
figura 14 ilustra a situação desse tipo de união.
Na Terra, através de seus corpos Físicos, os dois participantes
podem estar ligados um ao outro, mas nos demais planos nada há
que os torne assim integrados. Entre eles só existe a atração
física, algo inteiramente passageiro.
Este é o caso das uniões
temporárias, volúveis que, na terminologia popular da
atualidade, é chamada de "ficar". Esse relacionamento
produz o fenômeno da "poluição emocional"
que vem solapando a harmonia social da humanidade.
Sabe-se que a cada relação
sexual os parceiros transferem, um ao outro, parte de suas vibrações
cármicas. Quando são parceiros estáveis, que conservam
uma união harmoniosa, nessa transferência as forças
cármicas anulam-se quando são negativas, e somam-se quando
são positivas.
E´ fácil entender isso.
Quando o casal é estável, pela harmonia em que vivem,
gerando bem estar a eles próprios e a quem com eles convive,
essa força de harmonia anula os fatores cármicos negativos
de ambos e, por sua vez, os fatores positivos de seus carmas se somam,
reproduzindo o círculo benéfico de influências.
Entretanto, numa união volúvel
esse fenômeno não se dá dessa forma. Embora a cada
união volúvel, a cada união só do "ficar",
os parceiros transfiram as mútuas influências cármicas,
estas nunca se anulam pois lhes faltam os elementos estabilidade e harmonia.
Sejam influências positivas ou negativas, elas somente se somam
criando um acúmulo de insatisfação corrosiva em
suas vidas. Sendo assim, a cada nova união com outros parceiros,
novas outras influenciações, destes novos parceiros, juntam-se
às influenciações dos parceiros anteriores.
Portanto, a cada novo parceiro, a pessoa
vai se repletando de influenciações cármicas as
mais variadas e discrepantes entre si. Isso gera uma progressão
geométrica no acumulado de influenciações sobre
uma mesma pessoa.
Façamos um exemplo numérico
para que fique mais claro nossa exposição.
Exemplo 1 – Casal
Estável – Homem e Mulher
O homem tem seu carma pessoal e a este se soma o carma da mulher, e
vice-versa.
Homem = 1 carma pessoal + 1 carma da mulher = 2
Mulher = 1 carma pessoal + 1 carma do homem = 2
Exemplo 2 – Casal
Volúvel
Homem "A" e Mulher "B" – primeira união
para ambos. Neste caso, por ser a primeira união que lhes acontece
na vida, reproduz-se a mesma situação do casal estável:
Homem = 1 carma pessoal + 1 carma da
mulher = 2
Mulher = 1 carma pessoal + 1 carma do homem = 2
Mas, por serem volúveis, o homem
"A", depois da mulher "B", uniu-se a outra parceira,
à mulher "C". A situação assim fica:
Homem "A" = 1 carma pessoal
+ 1 carma da mulher "B" + 1 carma da mulher "C"
= 3 carmas
Situação da mulher "C":
Mulher "C" = 1 carma pessoal + 1 carma do homem "A"
+ 1 carma da mulher "B" = 3 carmas.
Por via indireta a mulher "C"
absorveu o carma da mulher "B" que lhe foi transmitido pela
união com o homem "A", que, em si, já o trazia
da união anterior.
Essa progressão tanto mais cresce
na medida em que os parceiros vão se mesclando na volubilidade
das relações sexuais. Essa progressão pode causar
desequilíbrios psíquicos que se estendem às encarnações
futuras. Quando o indivíduo, seja homem ou mulher, tenha sido
muito desregrado, sexualmente, esse androginato sexual provoca-lhe desarranjo
nos centros cerebrais do corpo Astral. Esse desarranjo, na futura encarnação,
provocar-lhe-á disritmia neuro-sensorial que se traduz pelos
efeitos das convulsões epilépticas. A humanidade não
sabe das conseqüências dos efeitos causados pelas uniões
volúveis, apenas se diverte no insuspeitado "ficar".
Também nos explicita mentor Espiritual,
em notas que serão adicionadas ao final desses apontamentos,
que, todos aqueles, homens ou mulheres, praticantes dos desregramentos
sexuais, pela acumulação cármica negativa com que
retornam à vida após a morte, quando, da próxima
encarnação, terão comportamentos homossexuais.
E´ válido, também,
informar que as motivações dos comportamentos homossexuais
não se limitam ao acima exposto. Nas notas referidas, algumas
outras causas serão referenciadas.
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