Compreender o Amor …
Parte I
O Caminho
Titulo singelo para um tema profundo.
Porque, meus Amigos, a grande maioria das pessoas não compreende
o Caminho do Amor.
Para estes, a necessidade de amar,
é sempre proporcional a uma, ou mais necessidades da sua personalidade.
Por séculos, e nas mais variadas
sociedades, a necessidade da perpetuação da espécie,
era a regra primária para a união dos casais.
No decorrer do tempo e da evolução
social, a humanidade vivenciou diversos estágios. Entre eles,
os costumes ainda hoje vigentes em algumas regiões do globo,
das uniões combinadas, em que os noivos só se conheciam
no dia do casamento. Para estes Seres, perfeitamente integrados nas
suas tradições, restavam apenas dois caminhos, ou viver
apenas em concordância, ou “criar” um amor.
A roda do tempo continua a girar e
eis-nos na era moderna em que acontecem grandes transformações
no campo social. Uma em especial, a “libertação
da mulher”, eleva as uniões a um outro patamar, onde
impera a livre escolha e a opção individual.
No entanto, os muros derrubados foram
apenas os externos. A carga contida na nossa memória colectiva,
é agravada por uma crescente ordem, baseada no mundanismo e
no materialismo.
Na mesma proporção em
que a onda de “civilização” cresce, o mental
vai apagando os circuitos do Espírito, as vias do retorno.
- Ainda que “livre”,
a mulher continua, na sua larga maioria, psíquica e emocionalmente,
dependente de um relacionamento.
- Ainda que “livre”,
o homem encontra-se preso nas tramas mais densas dessas mesmas memórias
colectivas.
- Assim, vivem ambos encarcerados
em dependência emocional e afectiva e em promíscuas vivencias
sexuais na busca de uma alienação, que apenas deixa,
um ainda maior vazio.
Vivemos tempos de alterações
profundas em todas as nossas dimensões, sendo que a mais sensível
á mudança é a emocional.
É o último reduto, a
derradeira trincheira onde se escudam muitos daqueles, que apesar
de já despertos, vacilam no caminhar.
Alma Gémea, conceito belo e
romântico, mas incompleto na sua real acepção.
Almas gémeas todos temos, mas não apenas uma, são
tantas quantas as divisões da nossa Mônada geradora.
O anseio sentido por muitos Seres
por esse algo que os complete, é, na realidade, a procura do
seu EU mais elevado, a sua Faceta Divina.
Emoção – Sentimento,
são, e vão continuar a ser, correntes energéticas
que nos unem a determinados pessoas de uma forma especial.
No entanto, é de suma importância
clarificar, reconhecer, aceitar, que tipo de impulsos emitimos e recebemos,
entender, que aprendizado devemos reter dos “amores” das
nossas vidas.
Ter sempre presente, que AMOR não
se dá, nem se recebe, partilha-se. Nesse sentido, vai o nosso
caminhar, o do reencontro com a aceitação amorosa de
quem somos.
O resultado, é a apurada essência
do Amor pleno, sem carências ou dependências.
Emoções /Sentimentos
como emanações da Alma ligam os Espíritos dos
Seres numa magnífica efusão que promove e eleva àqueles
que nestas posturas se integram.
E assim, todas as baixas emoções
como sejam, o domínio, o apego, a dependência, o ciúme,
a competição, desaparecem.
Tempos maravilhosos estes, em cujo
matiz energético encontramos as fórmulas mágicas
desde sempre procuradas:
- Ama-te a ti mesmo, e a Tua Luz
resplandecerá iluminando todos os caminhos
- Desfolha as cascas da tua personalidade e encontras a Senda de Deus
- Ama os outros como Te amas a Ti
Mesmo
Na compreensão destes princípios,
são muitas as mulheres e os homens, que unidos por Corpo e
Espírito, ou tão só pelo Espírito, partilham
saber, dádiva, amor, reintegrando em si mesmos a Unidade, ou
seja, o Caminho de Retorno.
Abraço fechado,
A.