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Consciência Cósmica – Parte I

Energia

Queridos Amigos:

No fervilhar energético que nos envolve, muitos são os despertares para novas formas de estar e de ser.

Faz-se necessário o estudo, a aquisição (o relembrar) de conhecimentos que nos permitam criar condições, que nos conduzam ao encontro duma supra consciência.

Uma das facetas mais importantes do conhecimento, é sobre os campos energéticos que nos envolvem e vivificam.

- Chi – Ki – Prana – Pneuma – Energia Vital – Ruach – Nwire – todas estas, são denominações para a energia que mantém vivos os nossos corpos desde o mais subtil, ao mais denso.

São cinco as fontes principais onde buscamos, diariamente, o suprimento energético que necessitamos, para levar a cabo todas as actividades que executamos:

1) Energia Cósmica - Vibracões verticais captadas pelos sentidos e pelos receptores de energia.

2) Energia Ancestral - Partícula hereditária transportada nos genes.

3) Respiração - Energia captada da atmosfera pelas vias respiratórias.

4) Alimentação - energia que retiramos dos alimentos ingeridos.
O sono é considerado como um tipo de alimento que contribui também para o sustento do organismo.

5) Vibrações Microcósmicas - ondas horizontais a nível de indivíduos.

No modelo de vida dos tempos actuais, as necessidades energéticas aumentaram, e a qualidade dessa mesma vida diminuiu. Assim, muitos seres não sabem como compensar o estado de deficit energético em que quase sempre se encontram.

A agravar os deficits energéticos individuais temos o redemoinho constante do nosso campo emocional, consumidor compulsivo de energia

A bem da nossa harmonia holistica, é fundamental reconhecer e reequilibrar os nossos níveis e necessidades energéticas.

Terapias naturais, meditação, Reiki, Yoga, exercícios bio-energéticos, são muitas e diversas as opções, que nos podem servir de apoio a esse fim.

Existe no entanto uma norma que devemos ter sempre presente, a desarmonia é gerada dentro de nós, e é dentro de nós que a harmonia deve ser reposta.

Daí a necessidade sempre presente do auto - conhecimento e do mapeamento frequente das nossas emoções e sentires.

Esta postura, vivenciada com regularidade, protege-nos da dependência e da recorrência constante ao suprimento externo de energia. Que na maior parte dos casos, se dá por absorção das “Vibrações Microcósmicas - ondas horizontais a nível de indivíduos”, ou seja, retiramos energia de outras pessoas.

Esta forma de suprimento energético é recorrente e habitual, no entanto é a menos “saudável”.

A energia que absorvemos do cosmos, é energia imanente, ou seja pura, neutra.

As energias absorvidas pela alimentação, respiração e pelo sono, são aquilo que queiramos que sejam, é de nossa escolha qualificar esses elementos do nosso viver.

Já as energias que absorvemos de outras pessoas, vêm impressas com as cores psíquicas e emocionais do nosso “fornecedor”.

O tipo de vibração (que pode ser muito baixa) destas energias, vai “colorir” a nossa Aura nos mesmos tons.

A melhor opção é tentar direccionar sempre a nossa atenção para o Cosmos infinito, o Sol, a Terra, o Ar, que amorosamente, suprem em abundância as necessidades energéticas de toda a humanidade.

Equilíbrio psíquico e emocional, e o funcionamento pleno do nosso sistema de chacras, permitem-nos, de forma natural e num processo inconsciente, usufruir por estes canais, de toda a energia necessária ao nosso viver.

Consciência Cósmica – Parte II

Ética e Responsabilidade

Na procura intensa de respostas aos anseios interiores, na vivencia do “Síndrome do Estrangeiro” (sensação de não pertencermos a esta dimensão), procuramos aconchego, na proximidade de outros seres com as mesmas inquietações.

No entanto, ética e responsabilidade se requer e impõe.

Ética no “uso” da sinergia fomentada grupalmente.

Responsabilidade nos cuidados a ter em trabalhos e iniciativas onde voluntariamente se movimentem energias.

O nosso pensamento é criativo, a nossa energia é poder.

Recomendamos sempre, que as pessoas se juntem, se apoiem, partilhem. Em grupos de estudo, de meditação, de assistencialidade, associações, ou outros.
Tornaram-se comuns, focos localizados de energia, propiciados por grupos de pessoas com empatia vivencial, que se aglomeram ao redor de uma outra pessoa, considerada “Epicon” (epicentro consciencial).

Nestes casos, a responsabilidade é de todos. A assiduidade, o respeito pelas normas, a colaboração, a gratidão, são condições básicas.

- O cuidado primordial a ter é de manter o circuito energético em expansão, em doação, seja no nível individual, seja no grupal. Nesta situação, somos acompanhados por Égregoras de Amparadores, que guiam, direccionam, aprimoram o trabalho grupal, tendo como resultado uma expansão de consciência, absorvida, na medida e no nível de crescimento de cada um dos presentes.

- Se o foco de trabalho se centra no individualismo egoísta (estar ali para receber, ou com outras intenções), a corrente sinergética torna-se num processo de retro alimentação em circuito fechado.
É como estar num local estanque a respirar ar viciado.

Nesta situação, absorvemos e emitimos energia carregada com as cores mais densas de todos os presentes, o que leva á abertura de “brechas” na aura comum, com a consequente aproximação de entidades que vibram nessa mesma densidade, e baixo nível vibracional. O que daí advêm é o contrário dos nossos mais elevados propósitos.

Já o trabalho e postura do “Epicon”, quando este existe, deve ser de uma ética acrescida “quanto maior o conhecimento, maior a responsabilidade”.

- Doação total, nada querer, nada desejar, não ter qualquer interesse material, egóico, poder manipulativo, ou outro, que seja subliminar á sua participação.

Estas devem ser as características, já integradas, de alguém que, por experiencias e vivencias, se entrega ao serviço de ser o aglutinador de um grupo de pessoas.

No global, e nestas condições que se traduzem simplesmente por
“Amor Incondicional”, o trabalho e a interacção é de louvar e encetar, pois é no seio de um grupo que encontramos as condições para aprimorar e limar o nosso cristal interno.

Consciência Cósmica – Parte III

Veracidade

Veracidade, significa que, mais que dizer a verdade é viver em verdade.

Nestes maravilhosos, e cada vez mais actuantes Tempos de Mudança, as escolhas são necessárias. Estas, podem ser feitas por acção, por inacção, ou por reacção.

Na expansão de consciência ou caminho espiritual, seja qual seja o “prumo” pelo qual te guies, reconhece-o, aceita-o, partilha-o.

Por inúmeras vezes e pelas mais diversas formas, temos falado de gratidão.

Gratidão é o coroar de um processo de aprendizado – sempre que exprimimos um sentimento de gratidão, o Universo reconhece o grau de maestria da nossa consciência – e essa aferição confere-nos o passaporte para nova prova, num mais elevado patamar de consciência.

Queridos Amigos, a gratidão que tanto referimos, é algo mais alem de qualquer tipo de agradecimento…é compreender, aceitar, amar, a vivencia que se nos apresenta, seja esta doce, ou amarga, pois cada uma no seu timbre, é a nota certa, na pauta que é a nossa vida.

Gratidão é também, o assumir as nossas escolhas e opções, o viver e actuar, em veracidade.

Neste despertar colectivo, duas facetas sobressaem:

- Em muitos Seres , que em entrega e pureza de coração expõem o seu sentir, o seu caminhar, reconhecemos a plena gratidão.
- Em muitos outros Seres, que numa espécie de clandestinidade tentam fazer percursos, reconhecemos ainda, o medo.

Por motivações diferentes, revive-se, nos tempos do agora, o obscurantismo da idade média, quando as pessoas ocultavam e renegavam, estudos, pesquisas, descobertas, vivencias, diante dos seus pares.

No local de trabalho, no meio social, e até na família, nega-se o Cristo interior, como fez Pedro numa fria madrugada da longínqua Jerusalém…

Meus queridos, apenas a veracidade pessoal, nos conduz á veracidade cósmica.

“Sempre que houver alternativas, tenha cuidado! Não opte pelo conveniente, pelo confortável, pelo respeitável, pelo socialmente aceitável, pelo honroso. Opte pelo que faz o seu coração vibrar. Opte pelo que gostaria de fazer, apesar de todas as consequências.” E. Cavalcantti”

No contexto do nosso caminhar, a veracidade é a luz da razão.

Paz, Luz, e Veracidade

A.