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Família e Família - parte 1

 

Queridos Amigos:

Este conceito foi, e é, por demais falado, analisado e esmiuçado, em especial pelos sectores da psicologia e sociologia.

Não tento sequer copiar ou igualar esses imensos e sapientes tratados sobre o conceito de “Família”.

Ferramenta do processo evolutivo, nobre na sua génese, amarfanhado, desvirtuado e esquecido nas rotas do percurso desta humanidade.

Humanidade, gere-se pelo sentimento de respeito mútuo e igualitário, por bondade intrínseca e abrangente, por amor incondicional a tudo o que faz parte deste nosso mundo.

Algures no tempo e em determinado ponto do caminho, alteramos o conceito de Humanidade = a: Uma Unidade, para um procedimento de individualismo egóico. Aí, o núcleo “Família” transforma-se no conceito de Clã que vigora até aos nossos dias.

O Clã, na sua larga maioria gere-se por apego, dependência, sentido de posse, rivalidade, competitividade, arrogância, vaidade, e até abandono, quando um dos seus membros não corresponde ás imposições do mesmo.

No sentimento amoroso que nos une aos membros do nosso clã, existe sempre em maior ou menor grau, alguma das características atrás mencionadas. Em artigos anteriores, abordamos já, exemplos de relacionamentos familiares onde a dependência e o apego são as emoções determinantes, ainda que apelidadas de amor.

No aspecto social, o clã, torna-se em algo isolado dos restantes clãs.

Aí, a competitividade, a demonstração de uma posição social superior, a arrogância de acharmos que somos mais merecedores que os outros, levam-nos a duas posturas extremas: ou a inveja e necessidade de superar o outro, ou a de uma total indiferença pelo processo e dor alheia.

E, meus amigos, são estes os exemplos comportamentais que a larga maioria das nossas crianças ainda absorve.

O que quero recordar hoje, é que todos nós pertencemos a uma Família.

Que esta Família é muito mais alargada e abrangente que aqueles de quem herdamos, ou a quem transmitimos um apelido.

Por via do nosso crescimento consciencial, somos hoje confrontados com o desmembrar de muitos grupos familiares (clãs), que aos desavisados podem trazer grande dor e sofrimento.

Todos nós pertencemos a um grupo, a uma família cósmica, cujos membros são muitos mais que os da nossa família biológica.

Nestes maravilhosos Tempos de Mudança, é facultada a muitos de nós a possibilidade de reconhecer e integrar a nossa Família Cósmica.

È ainda uma constante a sensação de conforto, apoio e protecção que nos acompanham mesmo quando estamos sós.

Porque a nossa Família está sempre connosco, faz parte de nós.

Deste, ou do outro lado do véu, chega-nos o sentir, o sorriso, o lembrar, a ideia intuitiva, o abraço subtil, a cooperação, a solidariedade, o estar presente! E aí, sabemos e agradecemos, o aconchego da Família.

Queridos amigos, para este sentir, basta apenas, “Abrir o Coração”.

Derrubar barreiras preconceituosas, aprender a aceitar a dádiva, aprender a receber.

Reconhecer a centelha divina no estranho que cruza o nosso caminho, pois esse é Família.

Sentir o outro no seu todo, em compreensão e tolerância, pois só esse, é o verdadeiro sentimento da Família.

Lembrar que somos uma só célula, Uma Unidade = a: Humanidade.

Que todas as nossas acções, em cada segundo da nossa vida nos levem á integração da unidade cósmica, em harmonia e maxi-fraternidade.

Abraço fechado,
A.