A Sexualidade e a sua Qualidade Divina
Queridos amigos:
No trabalho como curadora, e no meu dia-a-dia, constato frequentemente
nas pessoas, bloqueios energéticos e desarmonias mentais/emocionais
por via da sexualidade.
Vemos cada vez mais pessoas em vivencias sexuais casuais:
- como forma de suprir carências emocionais profundas
- como compensação a uma auto-desvalorização
progressiva
- como panaceia para os estados de ansiedade e depressão tão
comuns hoje em dia
- como estimulante para uma performance sexual já inexistente
(disfunções como impotência e outras)
- como suprimento energético que retiram dos parceiros
- como complacência a egos profundamente desajustados
Muitas outras causas que envolvem a humanidade nestes Tempos de Mudança
podiam ser enumeradas.
Assim, envio de novo um trabalho que conta já algum tempo,
no entanto sinto que é premente que as pessoas se conscientizem
das consequências, de um aparentemente simples, relacionamento
sexual.
Quero referir no entanto que nada é estático ou definitivo,
a todo momento a mudança de postura, a elevação
vibratória, a amplitude de consciência, promove alterações
energéticas profundas, que reequilibram a Aura promovendo estados
de cura em todas as dimensões, até no físico.
Um abraço de Luz,
A.
A SEXUALIDADE E A SUA QUALIDADE DIVINA
Em pleno século XXI, a sexualidade e o sexo
continuam a ser tabu, agora já não pela proibição
ou negação, mas pelo abuso e banalização
do mesmo o que, e de uma outra forma continua a sujá-lo e como
algo a esconder.
Ao longo dos séculos, nada tem sido mais manipulado
e distorcido do que o sexo.
Pelo apelo da tremenda força e energia sexual,
reinos se criaram e reinos caíram.
Na sua expressão mais elevada, o sexo
é a experiência espiritual mais importante entre duas pessoas
no mundo físico.
É um meio através do qual podemos conectar-nos
com os níveis mais altos de nós mesmos e accionar o nosso
fantástico poder criativo. Desde sempre, o poder instituído,
normalmente controlado pela religião, reconheceu o poder dessa
força, e como tal, sempre tentou assumir o seu controlo, utilizando
como ferramenta principal o medo. Assim, há séculos
que a função mais complexa, e uma das vias que nos podem
ligar a outras esferas e planos superiores, foi obstruída pela
imposição do “pecado”.
Mas reparem que o conhecimento existia, pois através
dos séculos a energia sexual foi muito utilizada nos rituais
das escolas iniciáticas ocultas, das mais diversas civilizações.
Actualmente, invertem-se os valores, mas os resultados
não são menos danosos. O abuso indiscriminado da sexualidade
como produto vendável, apenas acumulou outras situações
ás já gravadas na nossa memória colectiva, nenhuma
delas favorável á percepção e entendimento
dessa,.. creio que a mais maravilhosa ferramenta de ascensão,
que é a nossa sexualidade.
São preocupantes os altos valores de disfunções
sexuais registadas, principalmente as masculinas, que se devem além
das causas já referenciadas, ao descuido, ao esquecer, ou ao
mau uso dessa parte tão importante da nossa vida e do nosso ser.
E que, como a outras coisas fundamentais da nossa vida, relegamos para
segundo plano, para as quais deixamos de ter tempo, disponibilidade
ou respeito.
Para entender isto, precisamos analisar a natureza da
experiência física e o facto genético a que chamamos
corpo.
Como sabemos, o que observamos com os olhos é
apenas o nível físico do nosso corpo, em níveis
não visíveis está, entre outras coisas a consciência
e a nossa aura. A aura é uma amálgama dos campos de energia
que juntos constituem aquilo de nós que pensa, sente e se emociona.
Um desses níveis, o etérico, é
a inteligência que organiza a substituição das células,
controla o sistema eléctrico e, genericamente, governa as actividades
do corpo. Quando a energia etérica fica desbalanceada, quando
está em desarmonia emocional, essa desarmonia emocional transforma-se
em doença física. Alguns desalinhos etéricos, por
exemplo, alteram a substituição suave das células
e isto vem a nós na forma das mais graves doenças. O sistema
imunológico é também controlado pelo etérico
e, portanto, as influências emocionais e electromagnéticas
podem prejudicar seriamente as defesas naturais de nosso corpo o que
nos torna mais susceptíveis a doenças.
Não podemos falar de energia etérica sem
falar de Chacras, ainda que de forma muito limitada, devido ao tempo.
Reconhecer a existência do sistema de chacras é vital para
compreender o significado real do sexo.
Dos 7 chacras principais, os 3 mais baixos ligam-nos
à Terra, e os 3 superiores ligam-nos ao espírito, e o
do coração é o centro de equilíbrio entre
eles.
O centro de controlo deste sistema é a glândula
pineal no centro do cérebro, que se conecta com o chacra do "terceiro
olho" situado na testa, nossa visão psíquica.
A pineal e as outras glândulas do sistema endócrino
soltam hormonas no corpo em resposta a mudanças nos estados dos
chacras, e estas hormonas afectam o estado do corpo físico de
forma positiva ou negativa.
O chacra da raiz, na base da coluna vertebral, acolhe
uma energia conhecida como Kundalini, outro termo sânscrito que
significa serpente ou cobra adormecida.
A Kundalini é parte da força da vida e
ela provê a energia sexual que desenvolve o nosso potencial criativo.
O desenrolar da Kundalini afecta-nos de muitas outras
formas, além de sexualmente.
A energia que as pessoas usam para criar uma pintura,
livro, discurso ou um vaso, é a mesma energia que estimula a
actividade sexual.
É a mesma força criativa, que cria uma
nova vida. Se a energia criativa é suprimida, o seu poder torna-se
desalinhado. Isto acabará por se manifestar de outras formas
– através da violência, crimes, guerras e depressão.
Quando a força criativa é suprimida ela torna-se destrutiva.
E isto aplica-se também e certamente ao sexo.
Uma Kundalini poderosa dá-nos uma forte conexão
magnética com a Terra e quando ela se eleva até ao chacra
da coroa no topo da cabeça, conecta-nos com outros chacras em
níveis mais elevados do nosso ser.
E isto é o que os seres humanos procuram, um
equilíbrio do físico com o espiritual.
Para subir através dos chacras e fazer a conexão
com os níveis superiores, a Kundalini precisa passar pelo chacra
sacral, o centro da sexualidade, e pelo chacra do plexo solar, o centro
das nossas emoções.
No entanto, estes centros podem estar com tanta quantidade
de negações, traumas, medos e emoções negativas,
que eles agem como uma represa vibratória, revertendo a Kundalini
para voltar sobre si mesma e criando uma vida inteira de tumulto naquela
parte inferior do abdómen que geralmente resulta em doença
física.
Estas "represas" também impedem o fluxo
poderoso da Kundalini de activar o potencial dos chacras superiores,
o do coração, da garganta, do terceiro olho e da coroa,
e portanto tornando impossível uma conexão verdadeira
com as dimensões espirituais superiores de nós mesmos.
O sexo tal como é colocado pela religião
e pelos tablóides, que jogam entre o exacerbado apelo sexual
e a hipocrisia social pode manter-nos numa prisão mental e emocional,
enquanto que o sexo cósmico pode elevar-nos às estrelas.
Mas claro…O que é sexo no nível
cósmico?
Sexo tornou-se um evento físico quando ele realmente
tem o potencial para ser um êxtase multidimensional.
Existe o sexo dito normal, uma experiência física
extraordinária, cujo objectivo é o orgasmo e a ejaculação
– ou seja a projecção para o exterior da energia,
uma perda de energia. Isto na maior parte das vezes deixa os parceiros
cansados e frequentemente com uma sensação de vazio.
Mas, existe o sexo multichacra que nos eleva para os
reinos espirituais do ser. Isto acontece quando a energia estimulada
no chacra raiz sobe através de todos os outros chacras e explode
para fora, na aura, como um orgasmo espiritual ao invés de apenas
uma ejaculação física, apesar que pode haver uma
combinação dessas duas coisas.
Isto é um amor espiritual ao invés de
sexo, porque é predominantemente espiritual, e não físico.
Neste caso é perfeitamente possível acessar
níveis de consciência, muito além deste plano físico.
Quando se vive essa experiência com um parceiro,
pode ser difícil vivenciar satisfatoriamente o sexo com outra
pessoa, no entanto acredito ser possível, assim exista a empatia,
abertura, respeito e amor, que eleve o acto sexual aos níveis
descritos.
Independentemente da opção de
cada um em termos de liberdade sexual, e na certeza que não há
certo nem errado, apenas experiências que tem que ser vividas,
mas é bom reflectir que quando temos actividade sexual, em maior
ou menor escala, acabamos por incorporar as energias da outra pessoa.
Absorvemos vibratoriamente, parte dessas pessoas, parte da sua essência.
Com quem fazemos amor tem consequências para ambos os parceiros
muito tempo após esse evento. Ou seja que uma promiscuidade acentuada
a nível sexual, pode levar a alterações de personalidade,
pela incorporação das energias do ou dos parceiros correspondentes,
e pela qualidade / tipo dessas mesmas energias.
É ainda comum o vampirismo energético
através do sexo.
Mas voltando ao sexo cósmico, este deixa as pessoas
repletas de energia, e não cansadas, e isto é transmitido
para cada célula do corpo, estimulando-as para vibrarem mais
rápido e assim, fazer-nos sentir "vivificados" e providos
com mais energia criativa que pode ser expressa noutras áreas
de nossas vidas.
Aconselho o estudo do Tantra, filosofia muito antiga
e que no plano sexual, percebeu a imensa potencialidade da energia sexual
que consideram sagrada, e que através da filosofia tântrica
é transformada numa fonte de energia inesgotável, capaz
de agir no estado psíco – físico que por sua vez
reage num plano cósmico superior.
Para alcançar estes níveis cósmicos
do sexo, não existem normas, apenas experiências no caminho,
cada pessoa é diferente, no entanto creio que duas coisas são
fundamentais além obviamente do sentimento que
una os parceiros, uma é o enterrar definitivamente todos os estigmas
relacionados com a actividade sexual, a outra é a auto-estima,
sabendo que nenhuma condição, seja de idade, tipo físico,
cultural ou social pode ser impeditivo para essa realização
suprema.
Há quem afirme que quando fazemos amor com outro
ser humano, estamos na realidade, a fazer amor com uma parte de nós
mesmos.
Quando atingimos o estágio de orgasmo multichacra
cósmico, nós estamos a fazer amor com o Universo, com
a Criação, com tudo que existe, e estaremos a disponibilizar
mais energia criativa para todos usarem e beneficiarem.
Tanto mais havia a dizer, inclusivamente forma, ou fórmulas,
experiências, que possam ajudar os outros a encontrarem o seu
próprio caminho para essa vivência suprema, para esse “Samadhi”
(termo sânscrito, que significa, estado alterado de consciência
divino ou divinal) mas por hoje é tudo.
Mas não esqueçam que sexo é divino,
mantém-nos saudáveis, é belo na união espiritual
de dois seres, e nessa condição, se auto–promove
e se auto-qualifica.
Maria Adelina