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Sinais dos Tempos



Por inúmeras vezes nos últimos 30 anos temos vindo a ser alertados para as circunstâncias que gradualmente vão chegando, no que respeita às vivencias pessoais, familiares, profissionais, afectivas, sociais, a um nível global.

São, “os sinais dos tempos”.

Estes são os tempos de avaliação não da nossa capacidade de sofrimento, mas sim da tradução que cada um faz, do que chamamos “sofrimento”.

Duas são as vertentes principais do sofrimento: o físico e o emocional, que por sua vez interagem e se promovem. Duas são, também, as principais razões da existência do mesmo: alerta e redenção.

As facetas das nossas vidas estão interligadas, pois somos um pouco em todas elas, e assim mesmo estão interligadas directamente com as vidas dos que nos rodeiam, do nosso grupo cármico, e no global com tudo o que existe com o Todo.

Qualquer sofrimento deve ser visto como um sinal de alarme, de bloqueio, ou desvio do Caminho (missão de vida).

Queridos Amigos, é hora de desfazermos a ilusão (bastante conveniente) da existência de uma Entidade Suprema, externa, castigadora, que volta e meia, despeja sobre nós a sua justiça, sob a forma de algum tipo de sofrimento.

A Entidade, essa existe, mas somos nós próprios, numa dimensão subtil de existência. O nosso estar na vida, consciente ou subconsciente é a causalidade onde germinam todos os acontecimentos dessa mesma vida, os doces, e os amargos.

Na vida de todos nós, existem dois factores incontornáveis, a data do nosso nascimento (o vir da luz ) e a data da nossa partida (o regresso à luz).

Neste entremeio temporal, apenas nos toca escolher o que fazer com o tempo que nos é concedido, mantendo acesa a tocha da nossa iluminação.

Na maior parte dos Seres onde existe sofrimento, este, é a alavanca que tenta deslocar a subconsciência (automatização comportamental) para uma supra-consciência (actuação lúcida em todas as vertentes do ser).

Estes são os tempos onde por tantos meios somos estimulados a despertar para essa nova realidade, onde tudo se relativiza pela compreensão das causas, onde tudo se recria, na realidade superior e eterna.

Sim meus amigos, porque tudo é relativo…qual o nível de consciência que usamos como critério de avaliação dos nossos sofrimentos? Em relação aos que nos rodeiam, e a todos os seres?

Só pela compaixão activa, podemos transmutar o mundanismo, o egoísmo, o egocentrismo, porque o tempo, é chegado! É a hora de dar as mãos, movidos apenas pela intenção duma real justiça humanitária e fraterna.

Vamos partilhar um segredo convosco:
O nosso sofrimento, é o reflexo de um espelho, que por sua vez é reflector do sofrimento de outros seres….


Meus queridos não é o nosso sofrimento que nos deve ocupar.
Tal como limpamos um espelho que está sujo, conforme vamos cuidando, respeitando, mimando, o espelho que representa as demais células com as quais compomos o Corpo Divino, os outros, ele vai reflectir em nós, só e apenas, os sagrados raios solares da completude e da plenitude, em todos os níveis do nosso Ser.

Abraço fechado

A.

17 de Fevereiro de 2011