Mensagem Psicografada

 
 

 

 

Alma Viajante____________________________________

 

Quando estamos na Terra, usando o corpo físico, muito sonhamos com o céu.

Incontáveis fantasias criamos, verdadeiras muletas que nos amparam enquanto estamos na vestimenta carnal.

Às vezes, deixamos que as viagens oníricas se prolonguem por várias noites.

O que disse ? Várias noites ? Não, se prolonguem por vários dias, pois que são viagens imaginárias de nosso estado vígil de consciência.

Então, nessa imaginação, vagueia-se por infindos tempos e espaços como se estivéssemos voando a bordo de uma cestinha de balão.

Um vôo silencioso, ao sabor das correntes atmosféricas, levando-nos por onde nem esperávamos.

E assim nos deixamos seguir, seguir, sem pressa alguma, sem destino algum, apenas ir !

Assim sonha nossa alma viajante.

Contudo, e de repente, arrojando-nos do sonho, sentimos um tranco.

Tal como se uma corda prendesse nosso balão a uma âncora fincada ao solo.

A corda retesa e o balão, sob certo impacto, pára, balança, mas não se move mais.

De bordo da cestinha, assustados com o impacto, olhamos para baixo, para verificar o que deteve o vôo do balão.

Assustamo-nos com o que vemos. A âncora que impede a continuidade de nosso vôo onírico nada mais é que nosso corpo físico. O corpo que, como alma, usamos na vida planetária.

Ele é a âncora, e quanto mais tenha sido desregrado o viver mais pesado é o efeito de ancoragem, causando o término de nosso sonho de alma viajante.

Desembarcamos de nosso imaginário balão fazendo-o pela plataforma da realidade que nós mesmos tenhamos criado.

Desembarcados, tentamos recolher a âncora. Mas ela é muito pesada, e só sob muitos esforços conseguimos demove-la um pouco, para nos permitir tentativas de nova decolagem.

Tentativas frustradas, permanecemos na Terra arrastando aquele peso que só ao longo dos milênios, no atrito com o solo agreste do viver, vai se desgastando, desgastando, até naquele indescritível dia em que nos vimos flutuando.

Flutuando ?

Mas como ? Nem estamos embarcados naquele onírico balão. Como, então, estamos flutuando ?

Surpresos vemos que os pacientes esforços no viver humano, sobre o solo da Terra, não foram em vão. Libertaram-nos da pesada âncora. Por isso, por nós mesmos, flutuávamos.

Livres !

Livres Almas Viajantes.


Ismael

24 de Janeiro de 2010