Amores____________________________________
Tanto se tem falado esta palavra, pois ela expressa
a base condicionante causadora da aproximação e associação
entre homens e mulheres.
Aos seres humanos, pela própria formação
genética, distribuída por dois gêneros, homem e
mulher, está determinada a união como preventivo para
a perpetuação da espécie.
Todavia, ao ser humano está determinado,
também, que para esta união haja o embelezamento espiritual,
e não tão somente a aproximação carnal.
A carnal já é sobejamente praticada
por todas as espécies animais, ocorrência em suas épocas
de procriação.
Entretanto, o homem e a mulher não são
guiados por instintos sazonais.
Estes possuem consciência daquilo que praticam.
Uma inteligência que os municia ao raciocínio e, portanto,
ao discernimento do que convém, ou não.
Como dizia Paulo de Tarso, em uma de suas célebres
missivas: “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém.”
Nesta milenar sentença está a clareza
de um discernimento. Vemos, porém, que a sociedade humana capitula
ante este discernimento.
Como um cego a descer ladeira abaixo, a humanidade
vai confundindo Amor com a licenciosidade, sem, entretanto, estar enxergando
o abismo que esta confusão está criando para todos.
Observa-se nos dias atuais a dissolução
dos vínculos das uniões estáveis em nome das incompatibilidades
e das intolerâncias de ambas as partes que, devido a isso, vão
deixando um rastro de abandono, onde os pequenos é que pagam
pela irresponsabilidade dos adultos.
Adultos ?
Será que podemos chama-los de adultos
?
Ora, supõe-se que ser adulto é
estar de posse de sua capacidade responsiva para com os deveres do existir,
e não tão somente o de procriar, pois isso os animais
o fazem sem serem adultos.
Desta forma, o homem e a mulher adulta estão
se comportando, apenas, como animais, e renegando suas origens divinas
de quando, no correr dos evos incontáveis adentraram os planos
do raciocínio e da inteligência.
Mas, a gravidade maior é que os pequeninos
que vão engrossando as fileiras do abandono se transmutam em
marginalizados pela sociedade, candidatando-se, inevitavelmente, à
prática das violências e das desditas de maiores monta,
como está se tornando comum nas grandes cidades.
Avaliar tudo isso nos leva a uma triste conclusão:
A de um plantio cármico muito infelicitador para, particularmente,
esses protagonistas e, coletivamente, para toda a sociedade.
Digo-lhes que, nem um só ser dos hoje
encarnados no planeta está isento da influência futura
desse carma pernicioso que está se formando na Terra.
Não basta olhar seu mundo lar e sentir
nele a proteção e conforto que a ele se oferece, pois
o lar maior, a Terra, está de portas escancaradas para a invasão
do mal que já tem seus pés neste interior.
Ajudem, auxiliem no que lhes for do agrado, mas
auxiliem. Não há como ignorar o que tramita de pernicioso
por suas ruas e avenidas.
Tentar não ver, ignorar simplesmente,
não os eximirá da lista geral dos responsáveis.
E todos são responsáveis.
Portanto, caríssimos, Amores é
uma palavra que na íntegra os humanos da Terra ainda não
conhecem.
Experimentem entende-la, experimentem vive-la.
Ismael