Ante o Altar____________________________________
Todos os seres sentem uma impulsão
pelo Espiritual.
Mesmo aqueles que se dizem ateus, no
âmago de si, em determinados momentos, têm essa percepção
e, mesmo a contragosto, dizem de si para si: “Algo incomum toca
no mais profundo de meu ser.”
Este algo incomum é o Eu maior,
e ele é tratado como algo incomum porque todas as percepções
de vocês, encarnados, estão voltadas para o mundo concreto.
Vocês perderam as faculdades que
lhes permitiria o contato com os mundos abstratos, os mundos sutis,
existentes em dimensões vibratórias além da escala
estequiogenética que conhecem, esta que determina a formação
atômica dos elementos químicos que formalizam a matéria
que utilizam e constitui seus corpos.
Assim, esse algo incomum, embora não
perceptível aí se encontra, em cada um de vocês,
porque, em essência, Ele é o vocês, um em cada um.
Será que me fiz entender ?
Vocês não são essa
figura humana que transita pela vida na Terra. O que chamam de pessoas
é o instrumento de que se serve o Eu para edificar-se nas experiências
por que passa na vida na matéria.
Apesar disso, ele mantém sua
integridade de ente excelso, imagem e semelhança ao seu Criador.
Contudo, passa por deformações
e retardamentos ascensionais.
Retardamentos e deformações
oriundas dos modos de vida que a matéria dos mundos estágios
possa sobre ele exercer.
Nessa sequência de vidas experimentais,
servindo-se de corpos matéria, submete-se aos estados próprios
de cada ambiente em que passa.
Amolda-se a esse ambiente ao invés
de moldar o ambiente em si.
Desta maneira deforma-se e necessitará
de muitas outras vindas aos mundos matéria para poder readquirir
sua forma original acrescida do saber que vivenciou nas estadas nesses
mundos.
Mas, quando já se encontra nessa
fase de, internamente, moldar seu mundo à sua forma mais sublime,
esse Ente, o Eu, se transforma no dominador.
Explica-se: dominador não no
sentido que a palavra tem em seus vocabulários. No sentido da
espiritualidade ele se transforma no dominador de todos os instintos
que o estavam prendendo à roda das encarnações,
o chamado sansara dos indianos.
Ele passa a dominar, controlar instintos,
impulsos e, por consequência, para ele, esteja em que mundo estiver
sempre será um mundo de equilibradas e sublimes realizações.
Mesmo encarnado em mundos matéria
estes não exercem sobre ele qualquer sugestionamento. Está
acima de qualquer efeito ilusório.
Ele vive em Si. Ele se encontra em sua
inexpugnável morada. Ele está, permanentemente, em seu
Altar.
E deste lugar nada o demove. São
assim os grandes mestres que já pisaram o solo dessa Terra. Animaram
corpos físicos, nasceram de mulher, entretanto, Eles, o Eu sublimado,
manteve-se acima do que o mundo tentou demove-los.
Atravessaram suas existência na
matéria deixando o rastro de beleza expressado naquilo que ensinaram,
pois o que ensinaram foi a linguagem do espírito, o roteiro para
que estes incontáveis Eus que populacionam a Terra possam, também,
reencontrar o caminho que os leve a seus respectivos Altares.
Filhos, vocês têm transitado
séculos e séculos pelos mesmos caminhos, variando, apenas,
as eras e os corpos que usam, e o estão fazendo já cansados
e atingindo a fase do desespero.
Por isso é que estão a
sentir que o mundo de hoje em que se encontram não lhes oferece
nada de duradouro, ou substancial. Tudo lhes tem sido passageiro, embora
a isso não dêem atenção, e como uma manada
de compulsivos, cada vez querem mais, cada vez se mostram mais insaciáveis.
Pois bem, vou lhes dizer que enquanto
não abrirem a porta de seus templos interior e não se
prostrarem ante seus pessoais altares, continuarão como viandantes
errantes, sem destino, sem abrigo e, em pouco tempo mais à frente
do qual se encontram, estarão se vendo como dementados pois,
embora não façam uso de entorpecentes, contudo, estarão
irremediavelmente viciados na matéria. Mas esta tem seu limite
de uso o que, atingido esse limite, estará, em definitivo, sacrificada
suas felicidades impedindo-os, por milênios incontáveis,
de adentrarem os mundos de excelsa harmonia.
Filhos, enquanto há tempo, busquem
no âmago de vocês mesmo o Altar onde se concentra todo seu
Ser.
Ismael
06.06.2009