Mensagem Psicografada

 
 

 

 

Aos Neófitos____________________________________

No continuar da vida encarnada, um dia todos são chamados ao destino final, o retorno à pátria da qual se originaram para ir habitar um corpo físico, e este, estar entre os bilhões que ocupam toda a Terra.

Mas antes desta viagem de retorno, desse despojar das coisas materiais, inclusive do corpo físico que ocupam, um chamado lhes é feito.

E´ o chamado para o despertar do Espírito.

Não que este esteja adormecido, ou insensível.

Ao contrário, ele está, permanentemente, ativo, contudo, nem sempre para aquilo que seja de proveito cósmico. Na maior parte do tempo que passa pela Terra, encarnado, o Espírito, ou vocês mesmos em essência, se ocupam da fatuidade, da ilusão, do efêmero.

Destarte, o despertar a que me refiro é a troca de enfoque visual, transmutando-o do efêmero para o consistente, para o duradouro, para o ETERNO !

E´ a volta do olhar para dentro de si. E´ a volta do olhar para a pátria de onde originaram. E´ a volta do olhar para os campos da cosmicidade, onde tudo se encontra como a Divindade assim designa.

Então, caríssimos, quando lhes soa a chamada e, como um indolente, seus Espíritos abrem os olhos, como se estivessem num amanhecer após longa noite de profundo sono, cheio de pesadelos, - suas preocupações alimentadas a cada dia, - quando ocorre esse abrir de olhos o que, de fato lhes acontece é que estão sendo convidados a cruzar os umbrais dos portais da Eternidade.

Estão sendo convidados ao noviciado e a receberem o título de Neófitos.

Os novatos. Novatos no retorno, novatos na admissão de que reconhecem que são Espíritos, e, como Espíritos desejam viver, mesmo estando, ainda, a ocupar um corpo Físico, um corpo perecível.

Todavia, como é de se imaginar, o soar deste chamado reverbera em suas consciências como um lancetar de feridas.

Amedronta-os.

Amedronta-os afrontar o “desconhecido” que, no entanto, é a pátria originária. E os amedronta porque vivem alicerçados na ilusão, a ela se agarrando como musgo em paredes úmidas.

Neófitos, não há que temer o que vivenciarão por atender ao convite. E´ apenas o viver de harmonia, de aceitação para a Paz interior, conquanto isso lhes custe desapegos, sem que lhes seja sacrificial, pois, como se fosse uma troca, a cada ato de despojamento, por mínimo que seja, representa o ganho do céu, a subida de um degrau, deixando os subterrâneos escuros da incerteza humana para assomar à claridade da confiança espiritual.

Mas não considerem esta mensagem como um argumento mercantilista, como aos que estão habituados a ver em jornais, revistas e televisão, que lhes mostram sedutoras aquisições mediante o sacrifício do maior bem estar, que é a paz interior.

Não, esta mensagem não possui este cunho. Ela apenas vem para lembrar-lhes quem vocês são, pois suas identidades verdadeiras se encontram obscurecidas pelas mensagens verdadeiramente mercantilistas que, sem analisa-las, as aceitam, cegamente.

Por isso, abram os olhos, despertem, aceitem o título de Neófitos.


Ismael

13 de Julho de 2009