Atravessando Caminhos____________________________________
Que não se vive uma só
vida na Terra, já é sabido por todos, até por aqueles
que, professando seitas ortodoxamente contrárias, disso sabem
e, ocultamente, pensam a respeito.
Destarte, como são muitas as
vidas, incontáveis até, as que se vive na Terra, conclui-se
que, em determinado trecho do caminho a percorrer em cada encarnação,
aconteçam reencontros altamente significativos para ambos os
encontrantes.
A isto podemos chamar de “Atravessando
Caminhos”, pois um e outro, dos protagonistas, cruzam-se nessa
esfera dos momentos sucedentes.
Todos estes atravessamentos causam despertamentos
os mais variados. Desde pequenas simpatias indo a grandes amizades,
também amores incontidos, bem como, por outro lado, antipatias
indefinidas, como, também, a ódios vingativos.
Tudo isso é a teia dos encontros
que se sucedem com todos, indistintamente, que se encontram na face
da Terra.
Desta forma, não sendo possível
fugir a esta regra, que chamarei de Áurea, cabe, então,
como meio de se manter a harmonia do viver, ter observância nos
fatos que vierem de acontecer após o primeiro destes reencontros.
Uma sábia interrogação
deve pairar, como a espada de Dâmocles, sobre a cabeça
de cada um dos encontrantes: “Por Quê ?”
Simplesmente isso: “Por Quê
?” - Nada mais do que isso, e, a partir de então, seguir
na observação, sem perder de vista a imensurável
gama de possibilidades que ensejaram a aproximação.
Filhos, viver é a mais complexa
das estruturas que se possa idealizar. A mais complexa e de maior risco,
pois, de sua estabilidade contra as intempéries da existência
dependerá a programação de vida futura, ou, dependendo
da gravidade, ou da importância, de muitas vidas a seguir.
Como se estivesse caminhando por solo
onde está sujeito a intervalos compostos por areias movediças,
deve-se ter atenção ao trecho por onde caminha.
Se se andar com os olhos nas nuvens,
não vendo onde pisa, naturalmente que o risco de afundar num
poço destes, é maior que aquele que caminha com os olhos
baixos, solícito, e atencioso com o seu entorno.
Esta simples mensagem é para
dizer-lhes que, quase a todo momento estão a atravessar caminhos
e, como acontece nas suas cidades maiores, para que não hajam
acidentes nos cruzamentos onde o tráfego é mais intenso,
instituiu-se regras de condução dos veículos, bem
como sinalização que controla o fluxo.
Tomem isso como analogia para suas vidas
pessoais. Observem as regras do bom viver e controlem o fluxo de intenções
para que, ao atravessarem caminhos, não abalroem, ou sejam abalroados
por surpresas que lhes sejam infelicitadoras.
Ismael
24 de Julho de 2009