Buscar a Deus____________________________________
Onde ?
Quando ?
Como ?
Pergunta-se toda a gente.
Que credo seguir ?
Que filosofia, dentre as tantas, dar crédito ?
Está a humanidade num emaranhado de veículos
de fé que acaba por se sentir perdida.
Desde as populosas nações do oriente,
onde se contam em bilhões de crentes, fala-se de um Deus bem
diferenciado daquele cultuado pelo ocidente.
Mas, se Deus é único, como pode haver
essa diferenciação ?
Este é mais um ponto de dúvida que se
soma a tantos, relacionados à mesma questão: DEUS !
Filhos nossos, diz o ditado popular que em questão
de fé não se toca. E´ questão de consciência
de cada ser. E, verdade é isso mesmo, contudo, diante da torrencial
avalanche de seitas e filosofias, aqui estamos para dar nossa palavra.
Não queremos, como isso, arvorarmo-nos em orientadores,
mas, unicamente, falar-lhes de algo muito simples que, por ser simples
passa desapercebido da maioria, até porque esta mesma maioria
encontra-se com seus olhos obstruídos pelas cortinas das pomposidades
cerimoniais que as seitas e filosofias apresentam.
Queremos dizer que o verdadeiro templo de Deus é
nosso íntimo mais profundo – traduzindo – é
nosso espírito, ou, nós mesmos em essência, como
muito disso tenho escrito.
Atentem para estas palavras registradas por mensageiros
que de milênios as trouxeram à Terra: “Todos foram
criados à imagem e semelhança de Deus” – esta
é uma delas. E outra, mais recente que a anterior, se bem que
já se encontra entre a humanidade há nada menos de dois
mil anos: “Vós sois deuses !”
Façamos uma analogia para dar forma à
nossa digressão:
Um filho na Terra possui as características humanas
de seus pais, conquanto o seja diferenciado em potencial psíquico
e mental, o é, entretanto, assemelhado aos seus pais.
Isso, ao tempo que se torna adulto, o faz igual àqueles.
Também vem de se tornar um ser criativo, bem como um gerenciador
de si mesmo.
Portanto, partindo de seus pais, em sucessividade o
filho se torna, depois, também um pai.
E, tomando o que ensinou o Três Vezes Grande,
de que tudo o que existe em baixo é igual ao que existe em cima,
também, o é nessa questão que banalizaram usando
a palavra Deus !
Se remontarem à mais distante antiguidade verão
que ela, a palavra Deus, originou-se de atos de superstição,
crenças, digamos, da época infantil da humanidade terrestre.
Mas, agora, essa humanidade desenvolveu-se, psíquica
e mentalmente, podendo, por isso, se o quiser, ter alcance mais amplo
para as questões abstratas da alma.
E não há questão mais abstrata
do que esta de compreender Deus.
E´ sobre isso que estamos tentando lhes falar.
Se, como humanos, copiamos nossa origem e também
nos tornamos pais, de igual forma também podemos nos tornar deuses,
como ensinou o Mestre da Galileia.
Mas, cuidado, Ele não expressava o de vir a ser
novo formulador e criador dos universos, mas o de possuir, em essência,
o germe da divindade. Isto é, de, liberto de crenças e
filosofias estéreis, desenvolver esse germe e, com os poderes
alcançados efetuar “fenômenos” que antes pareciam
“milagres – sobrenaturais – extraordinários”.
Saibam, filhos, que no cosmos não existem milagres,
feitos sobrenaturais ou extraordinários.
Tudo o que nele se transcorre é natural e obedece
a leis sábias e bem estabelecidas, e estas estão ao alcance
de todos, e não só daqueles que dizem deter o poder de
conduzir as massas através das seitas e das filosofias.
Todos “vós sois deuses !”, promulgou,
em viva voz, o nazareno – e, “se tiverdes a fé do
tamanho de um grão de mostarda, fareis o que faço e muito
mais”, num exemplo claro de que não há excepcionalidade
em canto algum do cosmos, bem como Ele não era um ser excepcional,
como o faz crer as seitas inventadas pelos homens.
Com tudo isso, filhos estamos a dizer-lhes que para
o
Onde ?
Quando ?
Como ?, a resposta é uma só: Em vocês
mesmos.
Busquem a Deus em vocês mesmos, pois é
no templo de vossos espíritos que Ele se encontra, desde sempre.
Joelson
22 de Outubro de 2009