Mensagem Psicografada

 
 

 

 

Comedimentos____________________________________

Comedimentos, ponderações, são sinais de norteamento na vida.

Nestes Universos onde preside a dualidade, em toda e qualquer situação, teremos duas vertentes a escolher.

E, qual delas será, naquela oportunidade, a mais indicada ?

Esta é a pergunta que todos se fazem, vacilantes, quanto a qual das vertentes escolher.

Quando assim se encontram, é comum recorrer a amigos, ou pessoas que se supõe estejam mais capacitadas a dar uma direção mais segura.

E´ um comportamento ajustado, correto, posso dizer, porém, há um outro que, na maior parte das vezes passa despercebido. E´ o de consultar a si próprio. E´ o de confiar em si mesmo.

- Mas estou sobrecarregado de dúvidas, como posso, sozinho, encontrar a solução que minimize o problema ?, pergunta-se o aflito e inseguro.

Meus caríssimos, todos somos espíritos, uma centelha holográfica do Todo. Por conseguinte, em nós – como essência – portamos todo o saber. Evidentemente que os instrumentos que usamos nas várias dimensões existenciais não nos permitem uma abrangência tão ampla, para, numa só visada, entendermos o Cosmos e encontrar a solução para todas a problemática que nós mesmos criamos.

Notadamente quando, como vocês se encontram, estamos estagiando em corpos físicos. Este, é, ainda mais desprovido de meios de acesso ao conhecimento Único, porque, ao que lhes acontece, têm suas mentes voltadas aos parâmetros das ilusões, modísticas, que lhes são impostas e, pacificamente, aceitas.

Destarte, compreende-se a dificuldade que sentem em consultar a própria fonte de saber. Desconfiam até dela mesma. Todavia, ela aí está, íntegra, no âmago de cada um de vocês, no âmago de cada ser existente por todos os Universos.

Apesar desta dificuldade que sentem por confiar no saber latente que possuem, há uma modalidade que, se praticada, abolirá esse temor para consigo mesmo.

E´ a meditação, que poderemos trocar esta palavra pela Interiorização.

Vocês vivem, permanentemente, o lado exterior do ser, o que é um completo e solene equívoco.

Naturalmente que, por estarem encarnados têm que dar atenção à exterioridade. Dar atenção, mas não cultua-la, como o fazem. E esse modus vivendi, talvez não saibam disso, é que causa os maiores desesperos quando da volta ao mundo espiritual. Quando lhes falece o corpo físico.

Por terem cultuado a exterioridade, e importância alguma dado à própria interioridade, ao aportarem aqui, na volta, se sentem vazios, desorientados, quem sou ?, se perguntando, porque não se reconhecem mais. Não há, mais, a exterioridade que cultuaram. Não há, mais, o ser em que se conheciam.

Portanto, até por isso, deveriam dar momentos à prática da Interiorização.

Perguntando-se: “- Quem, de fato sou eu ?, porque, isso que vejo, e uso, meu corpo, fenecerá, e desaparecerá, um dia. E, então, todo eu, também fenecerei e desaparecerei um dia ?, ou terei uma continuidade que, de momento não sei imagina-la ?”

Façam isso, e gradualmente, descobrirão os instrumentos que lhes permitirá o comedimento, a ponderação, a aquisição de confiança em si mesmos.


Ismael

09 de Julho de 2009