Coragem____________________________________
Coragem, comumente é confundida com bravo.
Mas bravo é um adjetivo que se dá aqueles
que são chamados de heróis, sejam eles em questões
pátrias ou esportivas.
Coragem, entretanto, é algo muito diferente.
Coragem, já é o instante em que, estando no Astral, se
decide por retornar à Terra física.
Sim, este, pode-se chamar de um ato supremo, pois decide-se
deixar todo o sistema onde o viver é muitas vezes superior ao
que se possa encontrar na Terra física em termos de harmonia
e beleza.
Contudo, todos, um dia, temos de demonstrar este ato
de coragem. E isso acontece quando é chegado o momento em que
vislumbramos que degraus acima nos esperam na escalada da evolução.
E´ bem verdade que muitos capitulam diante deste
momento, pois sabem, de ante mão, o que os aguarda na próxima
jornada na matéria. Outros, até nem expressam qualquer
desejo disso, mas é-lhes inevitável não recuar,
e, então, como anestesiados são encaminhados ao ninho
uterino para um novo nascimento.
A estes, devido ressarcimentos inadiáveis, não
lhes é dado o direito de escolha. Mapea-se sua situação
histórica e providencia-se o par que lhe irá proporcionar
a germinação do novo invólucro físico. E
nisso não há nada de impositivo como possa parecer.
Tudo é feito em benefício do nascituro
bem como dos genitores, embora que, para eles, esse benefício
lhes chegue de forma inconsciente e que só quando retornarem
desta última viagem é que conhecerão o bem que
se lhes fez.
Quanto aos que podem opinar sobre o planejamento de
seus retornos à Terra – física, bem entendido, pois
o Astral também é território deste planeta –
quanto a estes, é sabido da necessidade de demonstrarem decisiva
coragem.
Também passam pela análise de seus históricos
e delimita-se o melhor local de reingresso na matéria, bem como
data e horário mais provável, tudo em consonância
com o mapeamento estelar mais adequado às características
pessoais do adventício. Não esquecendo de conciliar, também,
o mais equilibrado possível, quanto à escolha daqueles
que lhe serão os pais.
Dizendo assim, pode lhes parecer que não haveria
necessidade do dispêndio da coragem, porém, asseguro-lhes
que ela é indispensável.
Reiniciar !
Imaginem os reinícios em suas vidas físicas
que por elas já passaram.
Reiniciar estudos.
Reiniciar a vida adulta em confronto com as responsabilidades
sociais que isso implica.
Reiniciar relacionamentos empregatícios, amorosos,
e destes reiniciar uma família com todas as implicações
aderentes.
Depois de tudo isso passado, reiniciar a velhice...
Ah !, a velhice que todos temem, seja pela exclusão
que a sociedade aplica aos idosos, seja por se lembrar do esgotamento
das forças do corpo físico e as várias enfermidades
correspondentes.
Tudo isso, caros irmãos, tudo isso é analisado
durante os preparativos dos planos reencarnatórios.
Então, não lhes parece que é necessária
muita coragem para dizer: - Sim !, estou pronto !?
Pois bem, isso é a coragem. Todos os demais atos
que vocês encarnados denominam de coragem é, na verdade,
bravura, valentia, atrevimento e, até, em alguns casos, despotismo
ou vilipêndio sobre a dignidade de outros.
Por isso, meus amados, nestas linhas demonstro-lhes
uma faceta do viver espiritual.
Nenhum nascituro, ou reencarnante, cai de paraquedas,
como é costume vocês dizerem quando algo lhe acontece inesperadamente
vindo de não sabem onde.
Não, nenhum lhes cai nos lares por um equívoco
de endereçamento. Houve um planejamento e uma escolha prévia,
seja do candidato aos pais, e destes ao candidato que abrigarão
em seus braços.
No cosmos não há o Acaso.
Saudações
Ernesto