Espírito____________________________________
Esta palavra, no rol das designações
humanas indica um núcleo. Isto é, o mais profundo do Ser.
Para algumas pessoas ela causa estranheza,
temor, e provoca distanciamentos sociais. Por outro lado, outras pessoas
a utilizam com naturalidade, usando-a como se usa qualquer outra palavra.
No âmbito da religiosidade ela
tem amplo emprego, desde o que se nomeia por Espírito Santo,
até a mais comum e corriqueira, que é a de designar os
seres que já deixaram a vida física da Terra.
Enfim, no vocabulário humano,
a palavra espírito não tem uma designação
única, que nomeie um objetivo exclusivo.
Entretanto, queremos nestas linhas dar
um sentido mais consistente a ela.
Espírito
Quase que a totalidade da humanidade
acredita que a vida prossegue além da morte. Consideram que esse
prosseguimento se dá com o ser vivenciando o novo estágio
na forma espiritual. Não obstante, não sabem descrever,
ou definir o que seja essa forma espiritual.
Tem-na como algo diáfano –
nevoa, talvez – ou uma forma, para eles, indescritível.
Assim é porque as religiões
estão preocupadas em manter seus adeptos na crença pueril
de um céu a ser conquistado com benevolências a Deus, ou,
na ausência desta, a queda ao abismo infernal. Não descrevem,
porém, como é este céu, e o tal obscuro abismo.
Falam de regiões de inimagináveis bem estar, ou de abismos
sem fim.
Continua, porém, sem descrição
o que seja o espírito.
Bem, amados filhos, podemos dizer que
a palavra espírito, como a têm usado, não é
um substantivo, mas um adjetivo. E vou lhes explicar por que.
Tudo no cosmos é substantivo.
Tem origem e destinação. Tudo tem nome. Tudo tem indicação
certa de uso e utilidade.
Nos cosmos não existe o que vocês
chamam de supérfluo. O supérfluo só existe nas
humanidades primárias, como a da Terra, e é criado pelos
próprios viventes da raça. Não é obra do
cosmos.
Assim, aquilo que vocês englobam,
ou enfeixam, na palavra Espírito, tem seus desdobramentos em
vários níveis de utilizações que são
os corpos que a essência divina, ou centelha divina, e para ser
mais específico, a Mônada, utiliza em seus desdobramentos
de estágios pelos vários planos, ou dimensões existências.
Um estudioso do tema, Allan Kardec,
sabiamente intuiu que o surgimento desta centelha no cenário
cósmico – e quando falamos cenário cósmico
estamos nos referindo a todos os planos existenciais – intuiu
que se dá na forma mais simples e, no dizer dele, também
a tudo ignorando.
Traduzindo: A Mônada se torna
ente partindo do mais simples e não portando nenhum conhecimento.
Uma criança que nasce traz, em
si, conhecimentos que a capacitam à defesa pela vida, que é
o chorar e o alimentar. A Mônada, porém, nada possui para
capacita-la, por si, a desenvolver sua vida, a não ser a característica
de energia divina de que se compõe. Ressalte-se, entretanto,
que essa característica é, em potencial, o meio para tudo
aprender e fazer ao longo de sua eternidade futura.
Mas, naquele surgir precisa de um excepcional,
e incompreensível para os humanos de agora, aparato que a cerque
de cuidados ao início de sua jornada evolutiva.
E é nesta jornada evolutiva que
ela irá revestir-se de variadas roupagens para, através
delas, tomar contato com os planos vivenciais que lhe repassarão
as experimentações programáticas a seu crescimento.
A estas roupagens podemos, e o fazemos,
dar o nome de corpos. Assim como esse que usam na Terra, e que tem a
característica dos dois gêneros - homem e mulher. Corpos,
ou numa linguagem mais coerente, instrumentos que a Mônada utiliza
para desenvolver-se, evoluir, daquela simplicidade e desconhecimento
iniciais.
Mas, como mencionei acima, são
vários os níveis existenciais, providos de diferentes
padrões vibratórios das matérias de que são
compostos. Compreende-se, então, que habita-los requer corpos
apropriados a cada um. Logo, para vários planos diferenciados,
são necessários corpos diferenciados.
Assim a Mônada vai perpassando
plano a plano, fazendo uso do respectivo corpo a cada um apropriado.
Estagia, em cada um, por tempo determinado.
Findo este, descarta aquele invólucro, ou instrumento, e reingressa
no plano imediatamente superior ao que estagiava. Compulsa os experimentos
vividos e se prepara para nova descida ao anterior, formalizando um
vai-e-vem até que no mais inferior não tenha mais do que
aprender. A este não voltará mais como estagiário,
mas o fará como provedor de ensinamentos.
Nesta jornada cósmica ela, a
Mônada, utiliza nada menos que seis corpos que, tomando de uma
nomenclatura já aceita nos meios esotéricos, têm
os nomes de:
Atmico
Bhúdico
Causal – ou Mental Superior
Mental – ou Mental Inferior
Astral
Físico.
Este último é o que vocês,
Mônadas estagiarias no planeta Terra, estão utilizando.
Ao descarte deste, retornam ao nível Astral, onde se manifestam
com o corpo homônimo, ou corpo Astral. E assim sucessivamente.
Observem que para nenhum dos planos
existenciais fizemos uso da palavra espírito para designar algo
ali vivente. Por isso, quando utilizam a palavra espírito o fazem
como adjetivo, pois não designa nada, especificamente, enquanto
que, utilizando nomes próprios, como fizemos acima, temos uma
referência segura e inconfundível do que estivermos a tratar.
O conceito de espírito que mais
se aproxima de uma realidade é o que se denomina Mônada
– ou semente – ou o que dissemos ao início –
o núcleo - da qual germina um novo Ser Cósmico. O Ser
Verdadeiro.
Todos, e vocês inclusive, somos
seres cósmicos, e que estão, temporariamente, estagiando
na Terra. Mas esta não lhes é definitiva, como nenhuma
outra esfera planetária.
Por definitivo, somente o próprio
Cosmos.
Ismael.