Os Homens e o Tempo____________________________________
Os homens contam o tempo como uma sequência
linear tendo o que se foi como o passado, o que é, como presente,
e o que virá como o futuro, como se fosse uma fita cinematográfica
percorrendo o mecanismo de projeção.
Contudo, o tempo não tem essa
característica. Ele se assemelha mais com o girar de uma roda
fixada no eixo de cada sistema a que pertencem os que a ela estão
vinculados.
Por isso, embora que diferentemente
na forma física em que se mostram, as civilizações
de todos os tempos que já se formaram na Terra, perpassam o mesmo
roteiro, que se resume em apogeu e declínio, partes inevitáveis,
e indispensáveis, ao curso evolutivo das essências espirituais
de que todos o são.
Portanto, não há linearidade,
mas ciclos. Ciclos que vão e vêm, como as ondas da maré.
E é neste sentido que se encontra
a presente civilização da Terra. Apenas num dos incontáveis
ciclos que já existiram e, nesta contagem do giro da grande roda,
iniciando-se na fase do declínio, apesar de todo o desenvolvimento
tecnológico estar apontando para um apogeu.
Compreendam que não pode haver
duradouro apogeu quando na fase da materialidade, porque toda ela aponta
para a entropia, um declínio transformativo e renovador.
Portanto, se tendes o ânimo pela
busca do Espiritual, aproveite-os, porque estes tempos que viveis estão
se extinguindo.
Aproveite-os, na íntegra, dedicando
esforços por compreender essa incessante renovação
porque novos moradores virão habitar junto aos que aqui permanecerão,
para com estes aprenderem das letras mais avançadas do espiritualismo.
Esforçai-vos para estarem dentre
os que ficarão, pois os que serão transferidos o serão
para mundos longínquos, inimaginavelmente longínquos.
Ismael
14 de Janeiro de 2010