Naves____________________________________
Máquinas voadoras que cortam
os céus em todos os quadrantes.
Transportam pessoas, mercadorias e,
infelizmente, armamentos.
Poderosos e destrutivos armamentos.
Assim tem sido a preocupação
de todas as nações ditas civilizadas da Terra. Aperfeiçoar
suas naves guerreiras. Não sabem que há milênios
um povo que também habitava este mesmo globo desenvolveu tecnologia
tão mais aperfeiçoada que as máquinas de hoje.
Dentro desta perspectiva de avanço técnico veio, também,
a soberba e a arrogância, num alto grau de exclusivismo que se
acharam senhores do planeta.
Esse povo teve o que se possa chamar
de suicídio coletivo. A Terra não comportava mais tanto
despotismo, tantos desmandos e agressões contra outros povos
de menor condição vivencial.
Assim, armou-se toda a plataforma para
que, em resposta àqueles descalabros, esse povo guerreiro e pretenso
senhor do mundo deixasse de existir.
Abriram-se as gargantas dos abismos
e todo ele foi tragado para as profundezas abissais, desaparecendo tudo,
sem deixar vestígio que, materialmente, pudesse trazer lembranças.
Foram-se, como seres encarnados, mas
não como espíritos pertencentes à vida na Terra.
Por muitos séculos estiveram
recolhidos em ambientes a eles adequados nas fraldas do umbral astralino
e, desde 300 anos atrás começaram a tomar envergadura
para voltarem às encarnações no planeta.
Dentre todos eles, alguns lograram se
regenerar e ainda hoje são aplicadores de leis soberanas e concomitantes
com o viver fraternal. Entretanto, numerosas levas não quiseram
aprender da mesma lição e estão a retornar carregados,
ainda, de calosidades e defeitos psíquicos que os mantem no mesmo
padrão a que estiveram naqueles milênios distanciados.
Isto é, continuam irredutivelmente arrogantes, guerreiros.
Alguns já pisando o solo matéria,
outros, do Astral, como insufladores, formando esta nefasta corrente
destrutiva.
Vez ou outra as forças maiores,
dentro do que preceitua a Lei do livre arbítrio, efetua transferência
de levas do plano físico recambiando-as ao Astral, como o recente
acidente aviatório, onde voltaram às profundezas abissais
de onde não deveriam ter saído, resgatando, assim, pesados
ônus com a justiça maior.
Contudo, levas ainda maiores ensaiam
pretensões de domínio que, por outra vez, poderá
levar a nova plataforma de um coletivo suicídio.
Homens de boa vontade têm cruzado
distâncias e vencido o tempo em discussões diplomáticas
intentando neutralizar os afoitos que se encontram nos poderes temporais
do planeta, contudo, já dão sinais de cansaço frente
às intransigências dos sequiosos por sangue.
Cabe, então, a todas as gentes,
como em outra mensagem já mencionamos, cabe a todos mentalizar
o planeta envolto por chamas violeta, curativas e profiláticas,
no intento de minimizar os poderes destes que, apesar de milênios
a viver os abissais abismos não se corrigiram e agora, com suas
poderosas naves pretendem repetir os espetáculos dantescos de
antes.
Amados, unam-se mentalmente, para que
a dor anunciada possa suavizar-se a um nível não tão
danoso como a que vem sendo planejada nos secretos gabinetes.
Noites e dias muito escuros prenunciam
tempestade de fogo sobre a Terra.
Unam-se.
Ismael