Nosso Barco____________________________________
Digamos que viver seja um oceano, tamanha a extensão
da vida cósmica.
Como Ser encarnado passa-se uns poucos anos sobre a
face da Terra, por repetidas vezes.
Estas são, apenas, etapas do
que chamei de vida cósmica, pois esta, após o surgimento
como Mônada, não mais se extingue, perdurando pela Eternidade
futura.
E´ a isto que chamei de vida cósmica.
E, dada sua extensão comparei-a aos mares, aos
oceanos.
Considerando por este enfoque, para navegar pelo oceano
de nossa vida, compreende-se que necessitamos de um barco.
Um barco, onde, nele instalados, estejamos, ininterruptamente,
a viajar, a navegar, a passar por muitos portos como, também,
indo a várias regiões do imensurável mundo cósmico.
Ou, o único mundo existencial.
E o que podemos lhes indicar como sendo o barco no qual
navegam ?
E´ a mente.
O barco é a mente.
O que ela cria é o mundo, ou região cósmica,
pela qual navegam.
Alguns, valentes timoneiros, dotados
de exímias mentes, navegam em mares celestiais, tal a mansuetude
de suas águas e a indescritível beleza do céu que
os cobre.
Outros, entretanto, embaraçados no pensar, têm
seus barcos a navegar por mares abismais, tormentosos, onde as procelas
são incessantes, e os desassossegos infernais.
Pergunto: - Será que
o Inominável Criador determinou mares celestiais para uns, e
infernais para outros ?
Dar-se-ia, Ele, a atos de despotismos ?
Ou, na forma em que se designou a criação
dos Seres, a eles, indistintamente, deu-se o poder de mentes criadoras
?
Sim, foi isso que aconteceu. Deram-se
mentes criadoras a todos os Seres, para com elas, e delas, fazerem-se
seus barcos a navegar pelos mares que criassem.
Filhos nossos, as águas da vida que os rodeia,
fazendo-os se sentirem em frágeis barquinhos, são criações
de suas mentes, nem mais e nem menos.
Portanto, se estão a sentir que o barquinho em
que navegam é tão frágil, fortaleçam-no
criando imagens mentais fundamentadas no Amor.
Somente isso.
Fazendo-o, notarão que, tanto o barquinho se
mostrará mais resistente, quanto as águas deixarão
de ser revoltosas, tendendo à calmaria.
Experimentem.
Ismael
25 de Agosto de 2009