Paralelismo____________________________________
Segundo a definição da
geometria humana, duas linhas paralelas são aquelas que se propagam,
lado a lado, por todo o infinito sem que, contudo, em algum ponto possam
se tocar.
Não se tocam, no entanto, uma
e outra, existem, até mesmo sem que uma tome conhecimento da
existência da outra.
Assim é o que chamais universos
paralelos. Uma existência única, “subdividida”
em muitas que se propaga pelos evos inimagináveis do tempo, sem
que, por todo este inimaginável, venham, por algum momento, a
se tocarem e, até, se conhecerem, a não ser através
da evolução consciente da mente que, então, concede
ao pensador a possibilidade de ultrapassar a barreira do agora e inteirar-se
do TODO, situando-a, analogicamente, ao alto de um cume de onde enxerga
todo o vale – a existência eterna – que se descortina
abaixo.
Assim, filhos nossos, se pode compreender,
de forma imperfeita, como subsistem – no TODO – as partes
a que chamais Universos Paralelos.
Concomitantemente à essa existência
que para mais palpável compreensão chamaremos de tempos
variados, nesse contexto tem-se o que a mente humana compreende por
passado, presente e futuro.
Mas, esforcem-se, e entendam que essa
subdivisão temporal é, tão somente, criação
da percepção mental do espírito quando encarnado
“neste universo” que chamais matéria.
Quando, através da mesma mente
o pensador consegue sobrepassar esta limitação, então,
passado, presente e futuro, se fundem num momentum !
A temporalidade deixa de existir, e
ele compreende o significado do que, na mensagem anterior, denominei
de seres palpável e impalpável que, no conjunto, é
um único e mesmo ser, posicionados, porém, em “tempos
e espaços” diferentes, contudo, subsistindo no TODO como
se fossem duas linhas paralelas que se propagam ao infinito, às
vezes, e aqui cabe uma ressalva, se tocando.
Neste ponto do que escrevo define-se
o porquê do surgimento de indefinidas angústias. São
os reflexos da outra temporalidade que se toca na presente, suscitando,
de forma inconsciente, e até mesmo indecifrável, sensações
“passadas” quanto percepções “futuras”,
mas que, reafirmo, estão, as três, a atual, a passada e
a futura, inerentemente, no eterno Agora – o eterno presente.
Com isso, filhos nossos, esperamos que
lhes abra uma luz quanto a tantos desajustes psíquicos por que
tantos passam, bem como vossa humanidade como um todo.
Um “passado” mal engendrado,
mas que, paralelamente continua lado a lado com vosso presente, insiste
em desarmonizar-vos.
Cabe, então, esforçar-vos
para, individual, e tanto coletivamente seja possível, harmonizarem-se
para que os engendramentos de agora formulem um “futuro”
que lhes venha a ser grandioso em encarnações posteriores.
Assim, filhos nossos, os trilhos do
paralelismo de suas existências tenderão a ser sempre um
perfeito leito de trajetória harmoniosa. E, em todas as possibilidades
que esses trilhos possam vir a se tocar, não mais haverão
as discordâncias, como neste agora as têm.
Pensem, e aqui vos deixo uma intrigante
e instigante questão: Desde que fostes criados cada um de vós
vive o eterno presente, mas tendo, paralelamente neste agora que chamais
presente também o “passado” e o “futuro, que
ainda não vislumbrais.
Embora isso possa vos parecer uma subdivisão
de seres e existências, na verdade sois uno – uma composição
única.
Ismael
24 de Novembro de 2009
Para facilitar a compreensão criei as figuras que se seguem,
cujo intento é tornar, imperfeitamente, visível questão
tão abstrata quanto esta dos Universos Paralelos.
Falar em TODO é dizer de uma completude. Mas desde a formação
micro atômica essa completude é composta por partes. Talvez
assim seja para que a mente Espiritual – do ser essência
– possa, aos poucos, e lidando com as partes, familiarizar-se
com o conjunto único.
Assim se dá com tudo o que lidamos neste universo que conhecemos.
O tempo, por exemplo, o temos como um segmento linear – ontem,
hoje, amanhã. Nosso corpo formado por bilhões de células
e estas formadas por, nem sei dizer quantos, átomos, e estes
formados por ????? quantas de energia. E a humanidade terrestre, hoje
composta por sete bilhões de indivíduos, células
de um corpo chamado, isso mesmo, Humanidade. Assim temos um reducionismo
que facilita nossa compreensão mas que, contudo, precisamos aprender
a tudo isso enxergar como sendo uma única Unidade. (Desculpe
a redundância)
Uma visão que chamarei de Eco-biológica. (ou esse termo
já existe ? Não sei)
Difícil,
é verdade, mas não impossível e até indispensável,
pois ela é o Portal que nos permitirá passar da barbárie
em que ainda nos encontramos, para a Harmonia tão desejada.
Enxergar que tudo e todos, aqui neste planeta, e neste universo, somos
parte do TODO Maior.
Em analogia podemos dizer: Somos células desse corpo chamado
de TODO MAIOR. E comparativamente ao corpo humano, estamos sendo células
cancerosas, anômalas, prejudicando o funcionamento normal do organismo
Maior. E´ bem possível, portanto, que os “serviços
de saneamento cósmico” já estejam tomando medidas
profiláticas para erradicar esse mal. Nós mesmos.