Quem sou Eu ?____________________________________
Esta é a pergunta que todos deveriam se fazer.
A razão é simples.
Em determinado dia, pela porta do nascimento, inicia-se
uma vida encarnada.
Por outro lado, em certo dia, deixa-se, em definitivo,
o viver na Terra.
Entre um extremo e outro, destes dois fatos, está
e intervalo do viver humano, variável em duração
de pessoa a pessoa.
Justamente nesta questão do intervalo é
que se situa a razão da pergunta: Quem sou eu ?
E´ simples, como escrevi acima. E´ simples
porque, em pergunta complementar se segue: De onde vim, que destinou-me
a estar neste corpo de matéria densa a viver na Terra, como me
tem acontecido ?
E o mais relevante: O que serei, depois de, inexoravelmente,
perecer este corpo ?
Como vêm, há uma forte razão, e
lógica, na pergunta que dá título a esta mensagem,
que, traduzindo-a podemos escrever: De onde vim, o que aqui faço,
e para onde irei ?
O sábio valoriza encontrar a resposta para essa
inquirição. O não sábio apenas existe, ou,
melhor, deixa-se existir e, como folhas secas caídas sobre o
leito de um rio, segue pela correnteza, esbarrando em obstáculos,
ou despencando em cachoeiras, mas sem saber por que aquele fluxo o carrega.
O sábio perquiri e vai ao encontro da resposta
porque, para ele, sempre há uma razão pelo viver e, não
só busca as respostas para atender suas ansiedades como, e principalmente
isso, viver na conformidade do que seja a verdadeira realidade da vida.
Isto é, apreende para ajustar-se ao fluxo do
existir, e não para ser arrastado, ignorantemente, por este mesmo
fluxo.
Filhos, tenho-lhes escrito variadas vezes e, em todas
elas, a tônica tem sido mostrar-lhes como reencontrar-se a si
mesmo. Digamos, redescobrir o Eu Verdadeiro. A essência do si
mesmo.
Não lhes falei uma só vez em religião,
pois este caminho é escolha de cada um, mas falei-lhes do Eu,
na forma de metáforas, de analogias e de exemplos da vida cotidiana.
Em todos aqueles escritos está inserido o Eu
– a Essência de si mesmo – pois isso é o bastante.
Quando uma pessoa reencontra seu Eu Verdadeiro –
o Eu Sou dos místicos – ela não precisa mais de
nenhum meio externo para evocar sua devoção.
Ela estará, permanentemente, em comunhão
com o Todo, pois seu Eu Verdadeiro é essência desse Todo,
e com o Todo estará a todo instante.
Desnecessários serão os cerimoniais, desnecessárias
serão as práticas exteriores para se sentir ligada ao
Todo.
Desnecessárias porque em Si redescobriu esse
Todo, seu Eu.
E´ por este motivo que lhes incito a proferir
a pergunta inscrita no título: Quem sou Eu ?, pois sendo alguma
coisa, esta coisa é o Eu Verdadeiro, que já existia antes
de entrarem no viver humano, e Ele continuará sendo depois que
deixarem este viver em que se encontram.
Ismael
29.07.2009