Ruas e Avenidas____________________________________
Estas são as vias de circulação
existentes em qualquer cidade.
Por elas trafegam os veículos, bem como as pessoas.
E´ onde se forma a movimentação de todos os habitantes,
alguns em trabalho, outro em lazer, mas todos, enfim, indo de um lugar
a outro.
Até parece com a movimentação da
população de um formigueiro que, ordenadamente, vai em
busca do sustento para toda a colônia.
Entretanto, no que se refere ao gênero humano,
o vai-e-vem das pessoas não tem a mesma ordenação.
Intrinsecamente, estão, sim, em busca do sustento
para suas vidas. Contudo, não há uma ordenação
coerente com o existir.
Noutra mensagem* comentamos sobre o supérfluo,
e quase toda a movimentação que se vê nas cidades
órbita em torno do supérfluo, do absolutamente desnecessário.
Contudo, um fator tem de ser ressaltado. E´ o
sistema vivencial criado pelo homem. Isto é, a base da subsistência
está calcada no supérfluo.
Que armadilha, não é, meus irmãos,
esta em que todos caíram ?
Sim, uma armadilha que leva todos, ilusoriamente, a
se sentirem bem diante das vistosas vitrines e dos aglomerados lojistas
que receberam o pomposo nome de shopping centers ! Nome herdado da maior
potência consumista de supérfluos do planeta.
E todas as demais nações seguiram o mesmo
rastro e, de repente, se viram todas à beira do abismo, à
beira da armadilha.
Irmãos, queridos, porque se cansar tanto em busca
de uma névoa, sim, porque o supérfluo é como névoa.
Tão logo é vista, ao primeiro vento mais forte ela se
desfaz. Assim, também, é o supérfluo. Encantador
no momento de sua aquisição, mas tão logo os ventos
do modismo soprem, lá se foi o entusiasmo por aquilo adquirido
anteriormente, fazendo os olhos se voltarem cobiçosos para a
novidade do novo momento.
Momento, momento. A vida é mesmo um momento,
mas ninguém se dá conta disso.
Amados, olhem o céu, e vejam nele a imagem da
Eternidade, a imagem da consistência e do imperecível.
Se assim o fizerem não se desesperarão tanto como tem
sido, atropelando-se, uns aos outros, pelas movimentadas ruas e avenidas.
Ao invés de se sobrecarregarem em ruas e avenidas,
dêem oportunidade a conhecerem uma singular vereda.
A vereda do Espiritual. A vereda onde ninguém
atropela nem é atropelado, pois por ela transita os harmonizados,
onde só há equilíbrio.
Então, experimentem trafegar por essa vereda,
pelo menos por alguns minutos a cada dia, naquele momento tão
íntimo, o momento da meditação.
Afastem, de si, os pensamentos que encenem
ruas e avenidas, e permitam que só a imagem desta vereda cresça
em suas mentalizações, e sentirão indizível
bem estar, pois estarão distanciando-se do tumulto, ao mesmo
tempo que dando ouvidos ao mais profundo de seu Ser: O Eu maior,
animador de suas vidas, ele que é a própria Vida.
Joelson