Mensagem Psicografada

 
 

 

 

Só por um pouco____________________________________

Só por um pouco de tempo estamos nas proximidades da face deste planeta como observadores dos acontecimentos que se transcorrem com sua humanidade.

Observadores e anotadores, pois nossa posição aqui é a de acompanhar as reações de todos, no geral e, em especial, de alguns que têm posição de destaque.

Apenas observação, e anotar para levar, do coligido, aos que dirigem este orbe, os resultados das últimas providências que para aqui foram determinadas.

Das observações temos concluído que os humanos agem, em seu cotidiano, como se a Terra estivesse sozinha no Universo.

Mais que isso, como se o Universo inteiro fosse só o planeta em que vivem.

Estão, inteiramente, desvinculados da realidade que os cerca.

Têm, na Terra, sua exclusiva modalidade de padrões de vida. Não têm olhos para o infinito, e nem a luz do Sol, que os banha diariamente, tem qualquer outra conotação que a de clarear o dia.

Simplificando, não dão a menor importância para o Universo, para o Sol, para a Lua, e os demais astros.

Comparativamente, seria como habitar uma cidade e ignorar todas as demais que compõem a totalidade pátria.

Realmente, é um comportamento desolador, digno daqueles que não olham ao redor, que se sentem senhores de si, auto suficientes.

Observem: até mesmo os que são chamados de indígenas dão valor, e devotam respeito, para com a natureza, considerando, como parte desta, tudo o que vêm no céu – seja o Sol, a Lua, as Estrelas, as nuvens, os trovões, enfim, tudo isso para eles possui sentido e motivação a ser respeitada.

Entretanto, o “grandioso” homem urbano, (civilizado ?) não alimenta qualquer vínculo ou devota respeito até para com a água que lhe é a substância magna para a manutenção de sua vida.

Por um tempo, então, estaremos aqui fazendo essas verificações e anotando o desperdício que se instalou na chamada sociedade moderna, mesmo em detrimento de povos marginalizados.

Gente, atentem para os pratos da balança social. Atentem e vejam como aquele que detém a miséria está em ignominioso desnível comparado ao que apóia os povos bem posicionados na escala das convenções sociais.

Atentem para isso, porque só por um tempo estaremos aqui, anotando, observando.

Depois, quando se findar nossa missão, regressaremos às nossas reais posições existenciais, e se abrirão os portões por onde invadirão as vagas higienizadoras desta face que já se envergonha de seus habitantes.

Não somos justiceiros, como possam pensar. A justiça, como vocês a chamam, é proveniente de suas próprias consciências que, antes de encarnarem, vocês mesmos decidiram que assim seria se, após determinado tempo, não conseguissem suplantar seus instintos dominadores.

Atentem para os pratos da balança social e creiam que nenhum povo espolia outro sem que, num certo momento cósmico, forças justiceiras se voltem contra o agressor.

Atentem, ainda, para a história dos povos que, embora opulentos e poderosos, um dia foi varrido da face da Terra e seus vestígios, hoje, são escombros conservados como marcos históricos. Marcos que, entretanto, não demovem os poderosos de agora de seus nefastos planos de dominação.


Ismael

05.06.2009