Apostila 18
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OVÓIDES - II
Depois de importantes informações extraídas do
livro Projeciologia, de autoria do renomado médico
e pesquisador espiritualista dr. Waldo Vieira, vistas na apostila 17,
prossigamos no tema, desta feita na companhia de André Luiz,
espírito.
No livro Libertação, materializado na
Terra pela sublime mediunidade de Francisco Cândido Xavier, o
autor espiritual – André Luiz – oportuna muitos esclarecimentos.
Elucidando que o parasita ovóide se imanta ao campo psicosférico
das pessoas, cujas emanações mentais os atrai, à
página 84, descrevendo acontecimento obsessivo, começa
dizendo que ligadas a algumas pessoas haviam umas formas esferoidais.
Destas, algumas apresentavam algum movimento em torno dos indivíduos,
e outras estavam estacionadas. Todas, porém, ligadas às
auras de seus hospedeiros, e nelas se vitalizando.
Assim
diz o autor: “Semelhavam-se a pequenas
esferas ovóides (...) ao jeito de grandes amebas, respirando
naquele clima espiritual (...)”
A figura 18A faz essa representação, onde vemos as “manchas
ovóides” impregnando a aura de dois personagens. A seguir
para falar da
origem dessas metamorfoses que transformam o corpo Astral em forma
ovóide, o autor informa que “(...)
os ignorantes e os maus, os transviados e os criminosos também
perdem, um dia, a forma perispiritual. Pela densidade da mente, saturada
de impulsos inferiores, não conseguem elevar-se e gravitam em
derredor das paixões absorventes que por muitos anos elegeram
em centro de interesses fundamentais.” (Livro Libertação,
página 86)
Como comentamos na apostila 9, os casos de monoideísmo levam
à fixação mental, prendendo a consciência
nas “paixões absorventes”, que foram os seus atos
habituais durante a última vida humana. Nesta classe de pessoas
estão as que André Luiz enumerou acima.
Em
razão da fixação da mente em propósitos
inferiores perdem a forma perispiritual humana. Sem a forma humana,
de seus corpos Astrais, e para atender suas necessidades de vitalização,
como também para satisfazer os apetites grosseiros a que estavam
habituados quando na Terra viviam, se imantam às auras dos que
ainda permanecem no plano Físico e que, por idênticos prazeres
lhes franqueiam o campo psíquico. Na figura 18B damos um singelo
exemplo dessa imantação entre uma entidade ovoidizada
e um ser encarnado.
Referindo-se a essa imantação o experimentadíssimo
Charles W. Leadbeater, em seu livro O Plano Astral,
fornece as seguintes informações:
“(...) conservando vivos os grosseiros
apetites que os dominaram na Terra, lhes é impossível
agora satisfaze-los, exceto, (...) quando conseguem apoderar-se de uma
criatura viva, com vícios iguais aos seus, e obceca-la completamente.”
[página 54]
“(...) são os íncubos
e súcubos dos escritores da idade média, os demônios
da embriagues, da gula, da luxúria e da avareza, poderosamente
astuciosos, cruéis e maus, cujas vítimas são incitadas
por eles, com uma alegria cínica, a cometer os piores crimes.”
[página 64]
Nas notas acima Leadbeater é bastante claro e enfático
ao demonstrar a existência dessa categoria de indivíduos
que habita o Astral inferior. Aliás, na apostila 17, citando
dr. Waldo Vieira já havíamos feito descrição
das características próprias desses transviados.
Entretanto, é de se notar que Leadbeater usa de duas palavras
que possuem expressivo significado no cenário do envolvimento
obsessivo. São elas incubo e súcubo, e não poderemos
prosseguir em nossa análise sem fazermos algum comentário
a respeito de seus significados.
Apenas a título de informação, sem nos alongarmos
muito para não desviar nossos estritos do tema central, que é
ovóide, citaremos abaixo alguns extratos do artigo “íNCÚBOS
E SÚCUBOS”, de autoria de dr. Hernani Guimarães
Andrade, publicado no jornal Folha Espírita,
edição de Novembro de 1991. Através desses extratos
veremos fatos relacionados à questão do assédio
obsessivo conforme citado por Leadbeater.
Segundo dr. Hernani, a terminologia incubo e súcubo vem designar
espíritos com tendências masculinas e femininas, respectivamente,
que se apoderam de humanos para com eles praticarem o ato de união
sexual.
Para ilustrar, o autor relata um fato ocorrido em 1973. Uma jovem,
após várias tentativas de assédio, acaba sendo
subjugada por um incubo que a procurava para com ela satisfazer seus
propósitos. Depois de algum tempo de submissão a vários
assédios, e somente mais tarde, quando desenvolveu-se como médium
é que conseguiu se livrar das pressões do obsessor. Além
disso, relata dr. Hernani um dado intrigante, após a transformação
da jovem tornando-se dedicada médium, aquela entidade também
regenerou-se, tornando-se o laborioso guia espiritual daquela que antes
ele perseguia. São os caminhos ocultos da vida. O quê se
ocultava por detrás daquela simbiose ?, pode-se perguntar. O
autor não informou. São tantos os mistérios, são
tantas as variantes nos casos obsessivos que se torna impossível
a tentativa de padronizar as causas.
No mesmo artigo dr. Hernani cita outros relatos que, contudo, não
temos espaço para aqui compilá-los, visto que nosso intento
ao reproduzir os acima constados foi o de demonstrar claramente que
a ocorrência interativa de espíritos desencarnados sobre
os encarnados é fato corrente e até perceptível
à sensação do tato, pois dos casos relatados, as
vítimas informaram terem sentido perfeitamente o contato corpo-a-corpo
com os obsessores. Com esses exemplos, embora poucos contudo, fica bem
caracterizada a questão da fixação mental e sua
posterior conseqüência com a ovoidização do
corpo Astral de seu praticante.
Também Miramez, espírito, em seu livro por título
Francisco de Assis, à página 317, descreve
um assédio de súcubos, eram vários, espíritos
com tendências femininas, sobre o próprio Francisco de
Assis, quando ele ainda aqui na Terra, no início de seu messianato.
E Lancellin, também espírito, no livro Iniciação
– Viagem Astral, descreve vários acontecimentos
relacionados a tais assédios e encontros.
Dada a inegável importância de que se revestem tais acontecimentos,
esse assunto nos leva a profundas reflexões quando, diante dos
inúmeros casos de obsessão que se depara no cotidiano
da vida encontramos pessoas subjugadas por vontades maldosas e destruidoras.
Essas reflexões nos levam a pensar que o ajuste psíquico
obtido via educação mediúnica é fator a
ser considerado com muita seriedade. Este ajuste, conforme visto na
série Mediunidade, dá ao seu portador, o controle das
emoções e situações, distinguindo de onde
vêm os impulsos psíquicos que o envolvem. Nos exemplos
das duas vítimas dos casos citados acima, podemos supor que elas
possuíam seus veículos Astrais e Mentais em desalinho
com o corpo Físico, o que facilitava o assédio dos tais
obsessores. Esse desalinho viria de condutas desregradas em vidas anteriores
que, na vida atual, em forma de tendências, teimava em emergir
do porão de suas consciências, propiciando, assim, atrair
os íncubos.
Tendo aquelas pessoas feito seus ajustamentos psíquicos, mediúnicos,
o processo de perseguição cessou. Há, portanto,
nisso tudo uma lógica que não pode ser desprezada; a de
que o educandário mediúnico deve ser feito dentro dor
princípios da ética cósmica.
Não admira, pois, que certos casos de obsessão se tornem
insolúveis na vida atual, já que o principal implicado,
o humano, não se interessa, perseverantemente, por corrigir os
rumos da sua vida.
Apesar de todas as informações constantes acima, não
se deve tomar, afoitamente, como provocações de íncubos
ou súcubos casos obsessivos que sejam dados a conhecer. Como
já referido em outras apostilas, são infinitas as possibilidades
que possam levar uma pessoa ao estado clássico de obsediado.
Também não se pode esquecer que determinados comportamentos
não aceitos pela sociedade nada possuem de fundo obsessivo. Podem
advir de desarranjos neurológicos em suas múltiplas facetas.
Bem, embora o assunto seja intrigante e fascinante, não iremos
prosseguir nele, pois já nos distanciamos bastante do tema desta
apostila. Retornemos a André Luiz e ao seu livro Libertação,
agora em um trecho da página 115 onde ele descreve outra situação
inclusa no mesmo processo parasitário: “A
vampirização era incessante. As energias usuais do corpo
pareciam transportadas às formas ovóides, que se alimentavam
delas, automaticamente, num movimento indefinível de sucção.”
O
trecho acima, ilustrado pela figura 18C, informa, precisamente, sobre
a questão da imantação e absorção
da vitalidade do humano pelo ovóide. Todavia, há uma razão
para que esse estado simbiótico se estabeleça, e esta
se origina da igualdade dos desejos e vontades.
Para acrescentar mais esclarecimentos citamos a seguir o mesmo André
Luiz, desta feita no seu outro livro por título Evolução
em Dois Mundos, página 117. E´ assim que ele descreve
as entidades que se imantam às auras de encarnados:
“(...) assemelhando-se a ovóides,
vinculados às próprias vítimas que, de modo geral,
lhes aceitam, mecanicamente, a influenciação, à
face dos pensamentos de remorso ou arrependimento tardio, ódio
voraz ou egoísmo exigente que alimentam no próprio cérebro,
através de ondas mentais incessantes.”
Esse trecho confirma que a simbiose se efetiva a partir de desejos
e vontades consagradas em pensamentos egoísticos, em sentimentos
vingativos e desregramentos luxuriosos, que, muitas vezes, se despertaram
no chamado “vítima” muito antes das primeiras aproximações
dos chamados “algozes”.
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Como vemos, se todo e qualquer processo obsessivo merece atenção,
cuidados e muito respeito dentro das linhas da ética cósmica,
o caso particular onde haja incidência de parasitas ovóides
exige providências mais acuradas. E para que fique bem claro a
gravidade de situações como as citadas, vamos reproduzir
duas perguntas e suas respostas que extraímos da segunda parte
do livro Evolução em Dois Mundos, que são:
“- Existem ‘parasitas ovóides’
vampirizando desencarnados ?
- Sim, nos processos degradantes da obsessão
vindicativa, nos círculos inferiores da Terra, são comuns
semelhantes quadros, sempre dolorosos e comoventes pela ignorância
e paixão que os provocam.” [página 215]
Com essa resposta André Luiz não só confirma que
existem parasitas ovóides como também é comum vê-los
como participantes nos casos de obsessões mais violentas.
“- Como compreendermos a situação
dos centos vitais no caso dos ovóides ?
- Entendereis facilmente a posição
dos centros vitais do corpo espiritual, restritos na (ovoidização)
– apesar de não terdes elementos terminológicos
que a exprimam -, pensando na semente minúscula que encerra dentro
dela os princípios organogênicos da árvore em que
se converterá de futuro.” [página 175]
Para o caso específico do parasita ovóide, seus centros
vitais, isto é, os chacras, de seu corpo Astral morfologicamente
modificado, permanecem como sementes que aguardam a devida oportunidade
de plantio, quando então desabrocharão para outra etapa
de atividade. Esse plantio se refere ao visto na apostila 9, que, na
generalidade das reencarnações são das mais dolorosas
e impeditivas de ações no âmbito da sociedade. Consciências
encarceradas em corpos deficientes. Desta forma, até que uma
nova encarnação não aconteça, os chacras
permanecem inativos. E´ isso que faz desses indivíduos
seres parasitários, pois só pela ação parasitária
conseguem assimilar a vitalidade que necessitam. Os chacras, que são
de comum os vitalizadores do corpo, nos ovóides estão
inanimados.
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Ainda na apostila 9, no tópico de Terapia do Ovóide,
foi descrito o difícil e doloroso caminho de recuperação.
Entretanto, aqueles que nele ingressam não terão outra
alternativa, senão segui-lo. Só o tempo, depois que laboriosa
e dolorosamente tecerem com as próprias mãos novas roupagem
de vida, permitirá germinar esperanças de renovação.
Como ensina um dístico do ocultismo: Semear é livre,
a colheita, porém, é obrigatória.
Bibliografia:
André Luiz/Francisco Cândido Xavier – Libertação
– págs. 84. 86, 89,115, 125, 138 – Federação
Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco Cândido Xavier – Evolução
em Dois Mundos – págs. 90, 117, 126, 175, 215
- Federação Espírita Brasileira
Ângelo Inácio/Robson Pinheiro – Legião
– Casa dos Espíritos Editora
Ângelo Inácio/Robson Pinheiro – Senhores
da Escuridão – Casa dos Espíritos Editora
Arthur E. Powell – O Corpo Mental – páginas
83 e 254 – Editora Pensamento
Áureo/ Hernani T. Sant’Anna – Universo e
Vida – páginas 110 – Federação
Espírita Brasileira
Bezerra de Menezes – Loucura sob Novo Prisma
– Federação Espírita do Estado de São
Paulo
Bob Toben e Fred Allan Wolf – Espaço-Tempo e Além
– Editora Cultrix
Edith Fiore – Possessão Espiritual –
Editora Pensamento
Elieser C. Mendes – Psicotranse – Editora
Pensamento
Hermínio Correa de Miranda – A Memória e
o Tempo – Publicações Lachâtre
Hermínio Correa de Miranda – Alquimia da Mente
– Publicações Lachâtre
Hernani Guimarães Andrade – Íncubos e Súcubos
– artigo no jornal folha Espírita – Edição
de Novembro de 1991.
Itzhak Bentov – À Espreita do Pêndulo Cósmico
– Editora Cultrix
Ken Wilber – O Espectro da Consciência
– Editora Cultrix
Larry Dossey – Encontro com a Alma – Editora
Cultrix
Lancellin/João Nunes Maia – Iniciação
– Viagem Astral – Editora Espírita Cristã
Fonte Viva
Manoel Ph. Miranda/Divaldo P. Franco – Loucura e Obsessão
– Federação Espírita Brasileira
Manoel Ph. Miranda/Divaldo P. Franco – Painéis
da Obsessão – Livraria Espírita Alvorada
Ltda
Manoel Ph. Miranda/Divaldo P. Franco – Nas Fronteiras
da Loucura – Livraria Espírita Alvorada Ltda
Miramez/João Nunez Maia – Horizontes da Mente –
págs. 14, 22, 23, 28, 31, 45 – Editora Espírita
Cristã Fonte Viva.
Miramez/João Nunez Maia – Segurança Mediúnica
– Editora Espírita Cristã Fonte Viva.
Miramez/João Nunez Maia – Médiuns
– Editora Espírita Cristã Fonte Viva.
Miramez/João Nunez Maia – Francisco de Assis
- Editora Espírita Cristã Fonte Viva.
Yvonne A. Pereira – Memórias de Um Suicida
– Federação Espírita Brasileira
Waldo Vieira – Projeciologia – capítulos
319 e 320 – Edição do autor.
Zalmino Zimmermann – Perispírito –
Editora Allan Kardec
Apostila escrita por
LUIZ ANTONIO BRASIL
Fevereiro de 1998
Revisão em Novembro de 2008