Apostila 07
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As apostilas anteriores comentaram as bases dos elementos controladores
da vida das criaturas. Recapitulando, são eles: Reencarnação,
Carma e Dever, e as forças à estes subjacentes são:
Pensamento, Desejo e Vontade.
Os exemplos apresentados naquelas demonstraram como estão sendo
dados os passos que se direcionam a uma felicidade ou a uma desventura
futuras. Tudo muito bem esquematizado e proporcional ao potencial do
pensamento de cada um.
Em razão disso cabe aqui salientar da significativa relevância
do valor do pensamento na vida de todas as Criaturas individualizadas.
E para falar disso, lembramos que quando se juntam os três instrumentos
da Consciência, quais sejam, pensamento, desejo e vontade, o resultado
é a realização de algum ideal. Todavia, esclareçamos,
o ideal em si poderá ser benéfico ou maléfico,
dependendo de quem o planifica e de quais forem os objetivos.
Utilizando,, assim, do que ficou visto nas apostilas 03 e 04 sobre
força do pensamento como agente de idealização,
veremos a seguir as peculiaridades dessa amoldagem psíquica chamada
de ideoplastia.
IDEOPLASTIA - I
A palavra ideoplastia deriva da junção de duas outras:
ideo = idéias ou pensamento; plastia = plasticidade, faculdade
de poder ser moldado. Daí, ideoplastia quer dizer moldagem de
uma idéia.
A cada segundo que passa a mente das criaturas se torna mais poderosa.
Esse evolver incessante as torna mais capazes de confrontar sugestionamentos
complexos e deles idear novas formas de objetos, mudando, em conseqüência,
até o estilo de vida. Tudo isso vem do poder da mente, com sua
capacidade de moldar idéias.
Falando desse poder, e nos reportando à série A
Criatura, lembramos que todas as coisas e seres existentes
tiveram por origem a mente do Criador. Essa afirmação,
considerando apenas o surgimento de nosso sistema planetário,
é o poder máximo de idealização.
André Luiz, espírito, pela psicografia de Francisco Cândido
Xavier, em seu livro Nos Domínios da Mediunidade, páginas
123 e 124, assim se expressa a esse respeito:
“Tudo o que existe dentro da Natureza
é a idéia exteriorizada. O universo é a projeção
da Mente Divina e a terra, qual a conheceis em seu conteúdo político
e social, é o produto da Mente Humana. Civilizações
e povos, culturas e experiências constituem formas de pensamento,
através dos quais evolvemos, incessantemente, para esferas mais
altas.”
Verifica-se pela citação do texto de André Luiz
que a vida, e todas as coisas que a cercam e servem, é a idéia
Divina plasmando continuamente, sendo que nas esferas inferiores temos
a mente do homem, encarnado ou não, remexendo toda essa indescritível
massa.
A
figura 07A nos auxilia a compreender essa expansão. Do Grande
Todo há uma explosão continuada de energias e idéias.
À proporção que essa ideação Divina
vai transpondo os diferentes planos de existência, passa por amoldagens
que a tornam adequada àquele ambiente. Essa transformação,
porém, não ocorre por efeito de fenômenos de automatismos.
Muito ao contrário, e disso já fizemos citação
na série A Criatura.
A
figura 07B rememora aquele estudo ao representar as poderosas mentes,
os grandes criadores de mundos e administradores do cosmo que, tomando
da primordialidade Divina a transformam sucessivamente nas substâncias
que vão gradativamente tornando palpável as idéias
que suas mentes ousam pensar.
São os Seres arcangélicos. Espíritos que por seus
esforços ocupam hoje posições altíssimas
junto ao ALTÍSSIMO, desempenhando as nobilitantes funções
de criadores.
Reportando-nos esse fato André Luiz, agora no livro Evolução
em Dois Mundos, dá a seguinte informação: “CO-CRIAÇÃO
EM PLANO MAIOR – Nessa substância original, ao influxo do
próprio Senhor Supremo, operam as Inteligências Divinas
à ELE agregadas, em processo de comunhão indescritível,
os grandes Devas da teologia hindu ou os Arcanjos da interpretação
de variados templos religiosos, extraindo desse hálito espiritual
os celeiros de energia com que constroem os sistemas da imensidade...”
(Capítulo I)
Em resumo, o autor está dizendo que essas Grandes Criaturas
são os nossos criadores. O que somos e a vida que temos nada
mais é que o resultado da amoldagem de suas ideais. Ou seja,
somos a ideoplastia dos arcanjos. Além disso,
como citado na apostila 03, as informações acima demonstram
que uma idéia pode se tornar viva, cuja duração
existencial será tanto quanto for a intensidade do pensamento
que a gerou.
Todavia, até aqui só falamos da ideoplastia ao nível
das divindades. Desçamos ao patamar dos humanos e vejamos como
neste nível pode se dar a ideoplastia.
Novamente recorrendo a André Luiz, ainda no livro Evolução
em Dois Mundos, destacamos: “CO-CRIAÇÃO
EM PLANO MENOR – (...) as inteligências humanas (...) utilizam
o mesmo fluido cósmico (...) para a co-criação
em plano menor, assimilando os corpúsculos da matéria
com a energia espiritual que lhes é própria, formando
assim o veículo fisio-psicossomático (...) ou cunhando
as civilizações que abrangem no mundo a Humanidade Encarnada
e a Humanidade Desencarnada. Dentro das mesmas bases plasmam também
os lugares entenebrecidos pela purgação infernal, gerados
pelas mentes desequilibradas ou criminosas nos círculos inferiores
e abismais (...)” (Página 23).
Mas temos também a voz da ciência dando seu parecer concordante
e alusivo à mesmo questão: “O
CAMINHO DA NOVA ERA – Compreenda as ações arquetípicas.
Pense num evento que esteja em harmonia com as ações/natureza
arquetípicas. Novos caminhos de mínima ação
podem desenvolver-se e construir-se guiando sua percepção
para aquela Harmonia. E o pensamento torna-se experiência
!” – (Grifo do original) – Esse
texto pertence a Bob Tobem e Fred Alan Wolf, contido no livro de suas
autorias por título Espaço-Tempo e Além, página
107, editado pela Editora Cultrix.
Trocando por outras palavras, os autores estão dizendo que nos
planos inferiores estamos nós, os encarnados e os desencarnados,
com nossas inteligências primárias, se comparadas às
dos arcanjos, fazendo uso do mesmo fluido primordial. Nessa utilização,
através de nossas mentes, moldamos ideoplasticamente não
só os corpos que nos servem como também a própria
fisionomia do mundo que habitamos. Isso significa que os lugares felizes
ou infernais com que o homem se depara na vida nada mais são
que os produtos da sua própria criação.
Na
figura 07C temos o exemplo do que acima se comentou. Na primeira
fase do fenômeno da ideoplastia a pessoa gera idéias
em sua mente. Sendo um desejo muito forte aquela imagem mental não
se desvanece. Converte-se num ideal e, dia a dia a imagem recebe reforços
de matéria mental ficando, por isso, mais consistente a ponto
de se tornar mais forte que as indecisões. (Vide apostila 05).
Sob essa pressão exercida pela imagem medos e indecisões
são vencidos, iniciando-se a Segunda Fase.
A Segunda Fase consiste na realização.
Tornar real a imaginação. Tornar real a imaginação
significa juntar os materiais ao alcance e com eles dar, no mundo físico,
a forma à idéia.
Neste planeta, como a figura ilustra, só conseguimos dar formas
às idéias usando do trabalho braçal visto nossa
condição de inteligências pouco poderosas. Os Devas,
porém, dão forma às suas ideações
sem recorrer à movimentação de forças braçais.
Usam os influxos de suas poderosas mentes.
Entretanto, a visão do fenômeno da ideoplastia exemplificada
acima vai nos levando a uma inevitável conclusão: a ideação
gerada pela mente de um indivíduo numa vida é o roteiro
cármico com que vai se deparar durante o correr de outra
vida depois daquela. Aliás, este foi o sentido do estudo feito
na apostila 06. Projetar flexibilizando, pois que o produto da criação
sempre continuará ligado ao seu criador.
Além desse vínculo que prende a criação
ao seu criador, é preciso também informar que o fenômeno
ideoplástico não é acontecimento produzido por
um só indivíduo, isoladamente.
Isto é, produto de uma só mente. Ao contrário,
pois as pessoas vivem num tal estado de sintonia mental, mesmo que não
percebam, que é impossível alguém idear algo de
si exclusivamente. Principalmente se considerarmos a influênciação
incontestável entre encarnados e desencarnados.
Dessa forma, várias são as mentes que se associam para
concretizar um mesmo objetivo. Mesmo que entre elas umas não
saibam das outras, repetimos. (Vide figuras 05D e 05E da apostila 05).
Daí, portanto, dessa interrelação mental, descobrimos
uma outra particularidade relacionada ao Carma, e não comentada
na apostila 06, qual seja: o carma individual de uma pessoa subsiste
em função de um carma coletivo, relacionado àquele
fato que se transcorre. E nem poderia ser de outra forma, considerando-se
a justiça divina. Expliquemos: diante de desastrosos acontecimentos
o público julga que muitos dos envolvidos não mereciam
ser assim atingidos. Todavia, a justiça divina não coloca,
lado a lado, ante o mesmo fato, inocentes e devedores.
Conclusão, todos os atingidos em infaustos acontecimentos, nivelados
por uma ideação ocorrida no passado, e que foge ao conhecimento
atual, esgotam seus carmas individuais num desenrolar coletivo de fatos.
Isso nos leva ao tema poder da mente, análise que será
vista na próxima apostila.
Bibliografia
André Luiz/Francisco Cândido Xavier – Os
Mensageiros – página 157 – Federação
Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco Cândido Xavier – Nos
Domínios da Mediunidade – página 124 –
Federação Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco Cândido Xavier – Evolução
em Dois Mundos – cap. I – pág. 23, 100 e
101 - Federação Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco Cândido Xavier – Mecanismos
da Mediunidade – capítulo 19 – Federação
Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco Cândido Xavier – Entre
a Terra e o Céu – página 79 – Federação
Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco Cândido Xavier – Libertação
– páginas 84, 86, 89 e 115 – Federação
Espírita Brasileira
Áureo; Hernani T. Sant’Anna – Universo e
Vida – páginas 79, 80 e 110 – Federação
Espírita Brasileira
Annie Besant – O Poder do Pensamento –
Editora Pensamento
Bob Toben e Fred Allan Wolf – Espaço-Tempo e Além
– Editora Cultrix
Edith Fiore – Possessão Espiritual –
Editora Pensamento
Emmanuel/Francisco Cândido Xavier – Emmanuel
– página 155 - Federação Espírita
Brasileira
Theo Locher e Maggy Harsch – Transcomunicação
– página 110 – Editora Pensamento
Waldo Vieira – Projeciologia – capítulos
118 – 188 – 403 – Edição do Autor
Apostila Escrita por
LUIZ ANTONIO BRASIL
Julho de 1997 - Revisão em Junho de 2008