Apostila 09
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O estudo da ideoplastia mostrou as possibilidades formativas que os
pensamentos podem elaborar. Complementando aquelas informações
veremos nesta a conseqüência final quando o pensador se interessa
somente por ideoplastias danosas.
Citando fontes fidedignas que se debruçaram sobre esse assunto,
dos ensinamentos de Charles W. Leadbeater, emérito pesquisador
no campo da Teosofia, extraímos o seguinte trecho que bem elucida
sobre o poder mental:
“As formas pensamento são as
formas energéticas produzidas pelo pensamento, a partir do corpo
mental do emissor, e que se revestem da energia circundante no plano
extrafísico onde se manifestam, tornando-se, assim, criaturas
ou objetos artificiais temporariamente ‘vivas’ e que podem
influenciar as pessoas de maneira variada.”
Charles W. Leadbeater, que durante longos anos esteve ao lado de Anne
Besant na continuidade da Sociedade Teosófica, após o
desenlace de Helena Petrovna Blavatsky, em todos os seus livros dá
ênfase à essa questão do pensamento, demonstrando
que esse atributo do Ser inteligente é a ponte que o interliga
às demais dimensões vivenciais enquanto que encarnado
na Terra. Uma espécie de demonstração a dizer-lhe
que não é apenas um Ser matéria.
Assim, nesta apostila, em continuidade à análise sobre
a força mental, comentaremos sobre fixação, cuja
palavra designativa é:
MONOIDEISMO
A palavra monoideísmo tem o seguinte significado: mono
= um, ou uma; ideísmo = idéia. Significando fixação
mental em uma só idéia.
Para
entender seu mecanismo e resultantes, estoriemos um pouco. Do estudo
de A Criatura
temos que todas as substâncias, e seus aglomerados formativos
dos mais diferentes estados da matéria, nos mais diversos universos,
têm uma só origem. A mente do Criador incriado.
A figura 09A, ilustra essa emissão primordial como se um sopro
de luz fosse. Atravessando as várias dimensões, em cada
uma materializou-se segundo a característica própria de
cada plano. E´ a coagulação da Luz. (Figura 07A
apostila 07).
Em todos os planos essa diferenciação de substâncias
tem um só e único objetivo, que é propiciar apoio
à evolução da Consciência.
O Percurso da Consciência
No plano físico, como instrumentos evolutivos do Eu verdadeiro,
as substâncias se agregaram em conformações que
se tornaram os corpos usados pela Consciência nos vários
estágios dessa viagem multimilenar.
A
figura 09B, como apresentada na série A
Criatura, apostila 20, mostra os cinco estágios
vivenciados pela Consciência no plano Físico da Terra.
Das experiências vividas nos reinos anteriores ao humano coligiu
domínio sobre substâncias que lhe deram como resultado
o controle, por si mesma, do centro de análise e de tomada de
decisões, a mente.
Como
a figura 09C ilustra, a pequena centelha, o Eu, acordou. De um Ser impulsionado
pelos automatismos dos instintos passou a ter o poder de observação
e escolha. Sim, ou Não. Este recurso lançou o Ser de encontro
ao Cosmo. Descortinou para ele a fronteira infinita. Diante de tanto
poder maravilhou-se.
Inicialmente, de maneira simples, quase tateando, passou a tomar contato
com a inumerável variedade de substâncias e suas possíveis
combinações e transformações, vendo que
de tais experimentos novas formas surgiam. Concluiu, então, que
tinha o poder de interferir na obra do Criador.
Derrocadas e Desvios
Essa constatação fez o Ser se sentir deslumbrado. Imagine
!, interferir na obra do Criador ! Quanto poder !
Assim,
de descoberta em descoberta, e delas se orgulhando, foi se afastando
do mundo da Luz, para o qual fora criado, e mergulhando nas trevas.
E´ esta cena que vemos na figura 09D.
A pessoa omitindo-se de suas responsabilidades e mergulhando no desconhecido.
A partir das omissões sua mente, instrumento maior para sua
ascensão, ao contrario, leva-o para o sub-mundo das existências.
O poder de interferir na obra do Criador foi usado sem o critério
de multiplicar o bem.
Não observou que a ordem implícita na criação
é que após o período formativo da individualidade,
análise feita nas apostilas 15 à 20 da série A
Criatura, onde se comentou sobre o Egoísmo, período em
que o Ser agrega em si substâncias várias para consolidar
a individualidade, quadro 1
da figura 09E...
...deve
este mesmo indivíduo passar ao processo inverso, quadro
2.
Isto é, expandir, ampliando-se para o mundo que o rodeia. Interferir,
sim, na obra do Criador, mas de forma construtiva. Ampliando o bem.
Todavia, para alguns, isso não aconteceu. Eles continuaram estacionados
na primeira fase da evolução humana. Essa fixação
exacerbou o sentimento de posse, de domínio, de poder. O orgulho,
enfim.
Conseqüência inevitável: a queda no Monoideísmo,
pois só um desejo lhe prende a atenção, criando
com isso uma verdadeira couraça fluídica que o Ser constrói
para si. Nela ele se fecha para o mundo exterior. As engrenagens de
sua mente só se movimentam para realizar um só propósito:
satisfazer a si, e unicamente a si.
Podemos identificar esses indivíduos separando-os em duas categorias,
quais sejam: casos brandos e casos graves.
Casos Brandos – Os intransigentes e dogmáticos dos movimentos
religiosos. Pais e mães dominadores, que trazem seus filhos numa
constante austeridade de trato. Filhos que não possuem um mínimo
de respeito pelos pais. Chefes de serviço que ao invés
de companheirismo fazem-se de terror aos seus subordinados.
Casos Graves – Os possessivos. Dirigentes religiosos fanáticos
que levam seus seguidores a práticas de violência, usando
o nome de Deus. Governantes, de todos os níveis, que seduzidos
pelo poder levam povos à destruição de forma bestial.
Comerciantes fraudulentos que não vacilam em causar prejuízos.
Conseqüência Final
Essa fixação denominada de Monoideísmo traz como
conseqüência o atrofiamento, e posterior aniquilamento, dos
atributos fisio-motores dos corpos de manifestação da
consciência. Os membros motores, da seguinte maneira. Acompanhem
pela figura 09F.

Quadro 1 – Os corpos
Físico, Astral e Mental em condições normais.
Quadro 2 – Início
do processo monoideístico. Atrofiamento dos atributos dos corpos
Mental e Astral.
Quadro 3 – O corpo
Mental sem atributos próprios funde-se ao Astral, como se apenas
um fosse.
Quadro 4 – Ao ocorrer
a morte do corpo Físico desaparecem, também, os resquícios
da forma humanóide do corpo Astral. Para aquela consciência
resta apenas uma bolha como invólucro.
Está, a partir desse ponto, no mundo que construiu para si, uma
bolha. Um ovóide ! Dentro dessa conformação fisiológica,
resultante de seu processo ideoplástico, a criatura se transforma
no mais renitente e prejudicial parasita. Suas ações se
limitam a sugar a vitalidade de outros Seres, e de preferência
de encarnados, já que por si mesma não consegue metabolizar
alimentos que a sustenham.
Além de sugar a vitalidade alheia, infunde na pessoa que a
hospeda sua radiação nociva e degenerativa. Verdadeiro
estado de mórbida hipnose cuja ligação provoca
a simbiose na qual a mente encarnada, - o hospedeiro – à
ela ligada, vai perdendo a vontade própria e passa a ser o instrumento
daquela consciência encerrada no ovóide.
Num estágio mais avançado desse parasitismo o encarnado
além de instrumento se torna “propriedade” do ovóide,
tal o enraizamento entre ambos.
Terapêutica do Ovóide
Para o caso específico de cura de uma consciência ovoidizada,
a solução é fazê-la retornar ao início
do percurso que a levou àquele estado. Em outras palavras, o
processo de ovoidização foi iniciado a partir de um momento
na vida do indivíduo quando seus atos convergiam para atitudes
prejudiciais e, unicamente, egoísticas. Logo, terá que
retornar ao princípio da conscientização, para
que, desta vez, esta lhe induza conceitos de fraternidade.
A convergência para atitudes prejudiciais, (excesso de força
egoística), não só paralisou a mente em um único
propósito como, também, causou a atrofia dos corpos, levando-os
à forma rudimentar de um ovo.
Reverter esse processo, como dissemos, significa fazer voltar a percorrer
o mesmo caminho antes trilhado, de quando na fase transformativa animal/hominal.
Com uma substancial diferença, de que na primeira vez havia simplicidade
e ignorância no despertar daquela consciência, e agora existe
perversidade. Neutralizar esta é o objetivo.
Tal que, como da primeira vez, o caminho deve ser palmilhado a partir
do corpo Físico, para que deste desenvolva-se, regenerativamente,
o corpo Astral e o Mental. Logo, o recurso único é a reencarnação.
Será, sem dúvida, uma reencarnação cheia
de tropeços. Os mais acerbos, porque, como se sabe, o corpo Astral
é o molde pré-existente para o corpo Físico e tendo
ele perdido sua característica forma humana, não poderá
consolidar um corpo Físico perfeito.
São os nascimentos de crianças teratológicas.
Portadoras de anomalias as mais horrendas. Faltando membros, ou membros
atrofiados. Não andam, não falam, cegas, surdas e tantas
outras deficiências. Algumas, verdadeiros vegetais em corpos quase
humanos. Obviamente, o citado acima não generaliza tais nascimentos,
induzindo a pensar que, nesses casos, todos seriam espíritos
reencarnando em situações de correção ovóide.
Muitas outras circunstâncias podem ocasionar encarnações
deficitárias no que concerne à constituição
fisiológica do nascituro.
Nesse contexto de nascimentos deficitários juntam-se, carmicamente,
u’a mãe culposa e o condenado. Ela, apenas para gestacionar
com sua fisiologia um corpo quase sem mecanismos. Só para permitir
a entrada no plano Físico de um espírito a regenerar-se.
Embora tudo isso seja doloroso, entretanto, essas consciências,
perversas, não poderiam ter um corpo Físico normal, pois
se o adquirissem voltariam a ser os mesmos tiranos de antes. Afinal,
com a morte do anterior corpo Físico, suas mentes não
se modificaram. Ainda estão prisioneiros do monoideísmo.
O recurso de lhes impor um corpo Físico defeituoso, teratológico,
é o sinal cármico da caminhada que se reinicia.
No desconforto de uma fisiologia imprestável, no que concerne
ao lado humano, aquela consciência, perversa, começa a
despertar para o verdadeiro sentido da vida.
E nos milhões de anos terrestres futuros, célula a célula
– física, astral e mental – executará o árduo
trabalho de reconstruir seus instrumentos de evolução.
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Esta é uma das tristes situações a que o indivíduo
se arroja, quando se deixa prender no monoideísmo. Reverter o
quadro, somente no curso dos milênios, percorrendo-os via reencarnações
dolorosas. Na apostila 17 teremos mais informações a respeito.
Bibliografia
André Luiz/Francisco Cândido Xavier – Os
Mensageiros – página 157 – Federação
Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco Cândido Xavier – Nos
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Federação Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco Cândido Xavier – Evolução
em Dois Mundos – cap. I – pág. 23, 100 e
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André Luiz/Francisco Cândido Xavier – Mecanismos
da Mediunidade – capítulo 19 – Federação
Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco Cândido Xavier – Entre
a Terra e o Céu – página 79 – Federação
Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco Cândido Xavier – Libertação
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Espírita Brasileira
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Annie Besant – O Poder do Pensamento –
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Bob Toben e Fred Allan Wolf – Espaço-Tempo e Além
– Editora Cultrix
Edith Fiore – Possessão Espiritual –
Editora Pensamento
Emmanuel/Francisco Cândido Xavier – Emmanuel
– página 155 - Federação Espírita
Brasileira
Theo Locher e Maggy Harsch – Transcomunicação
– página 110 – Editora Pensamento
Waldo Vieira – Projeciologia – capítulos
118 – 188 – 403 – Edição do Autor
Apostila Escrita por
LUIZ ANTONIO BRASIL
Agosto 1997 - Revisão Agosto de 2008